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International Board propõe grandes mudanças na regra do futebol

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  • Jogo com 60 minutos, pênalti sem rebote, cálculos mais estrito dos acréscimos são algumas das mudanças propostas pela entidade

    Destaque International Board propõe grandes mudanças na regra do futebol Reprodução/Twitter
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    A introdução do árbitro de vídeo já é realidade no futebol. No entanto, a International Football Association Borad (IFAB), órgão da Fifa responsável por estabelecer as regras do futebol, pode realizar mais mudanças no esporte nos próximos anos. Neste sábado, a entidade publicou um documento intitulado de “Play Fair”, propondo diversas alterações no regulamento, inclusive até no tempo de jogo.

    As novas propostas são baseadas em três pilares: a melhora do comportamento e do respeito dos jogadores; aumentar o tempo de bola rolando e aumentar a justiça e a atratividade do esporte.

    Entre as propostas a que mais chama a atenção é a mudança no tempo de jogo. Ao invés dos 90 minutos corridos, as partidas durariam 60 minutos com bola rolando, parando o relógio a cada paralisação (assim como o futsal), evitando o anti-jogo.

    Outras ideias interessantes abordam mudanças na maneira como as penalidades são cobradas (que já está sendo testada nas competições de base na Europa), o uso dos cartões amarelos e vermelhos com membros da comissão técnica e o papel do capitão dentro de campo.

    Veja a seguir as principais propostas pela IFAB que as dividiu em três categorias:


    MUDANÇAS PODEM SER IMPLEMENTADAS IMEDIATAMENTE:

    – Aumentar a influência do capitão. Ele seria o responsável pela comunicação com o árbitro e único permitido a conversar com o árbitro em uma decisão controversa. Ainda se tornando o elo para tentar acalmar situações e companheiros.

    – Cálculo mais estrito dos acréscimos, parando o relógio diante de situações como a cobrança de um pênalti, um gol, o atendimento a um jogador lesionado, a punição a um atleta com cartões e as substituições;

    – Aplicar a limitação de seis segundos de posse de bola com as mãos do goleiro de maneira mais rígida;

    PRONTAS PARA TESTE:

    – Ser mais rigoroso com jogadores e times que pressionam ou fazem rodas em volta dos árbitros, podendo até mesmo multar ou reduzir pontos;

    – Mostrar cartões amarelos e vermelhos para técnicos ou outros membros da comissão técnica, para tornar a punição mais clara;

    – Cobranças de pênalti seguindo o modelo ABBA de alternância entre os batedores;

    – Permitir que defensores recebam a bola dentro da área na cobrança de um tiro de meta;

    DEVEM AINDA SER DISCUTIDAS:

    – Se um jogador do banco receber cartão vermelho, o número máximo de substituições é reduzida em um. Se o time já tiver feito as três, perde uma no próximo jogo;

    – Relógio parando quando a bola está fora de jogo, nos cinco minutos finais do primeiro tempo e nos dez últimos do segundo. Em uma mudança radical, o jogo inteiro seria disputado com dois tempos de 30 minutos;

    – Estádios com relógios visíveis aos torcedores, que estarão conectados com os relógios dos próprios árbitros;

    – Permitir que faltas, escanteios e tiros de meta sejam cobradas por um jogador para si mesmo, dando o segundo toque na bola. Dessa forma, quem sofre a falta pode acelerar o jogo, reiniciando rapidamente o ataque;

    – Expulsar jogadores que colocarem a mão na bola para tentar marcar um gol; punir recuos de bola com pênalti, e não mais com tiro livre indireto;

    – Conceder ao árbitro o poder de confirmar um gol caso uma bola seja afastada com a mão em cima da linha;

    – Apitar o final do primeiro ou do segundo tempo apenas quando a bola estiver fora de jogo;

    – Transformar as cobranças de pênalti durante a partida em um lance sem rebote. Em caso de defesa ou de bola na trave, o goleiro receberia o direito de cobrar um tiro de meta.