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São Paulo fecha 2016 com superávit de R$ 1 milhão

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  • O déficit financeiro do Tricolor do Morumbi acumulado entre os anos de 2014 e 2015 foi de R$ 180 milhões

    Destaque São Paulo fecha 2016 com superávit de R$ 1 milhão Divulgação/São Paulo FC
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    O São Paulo fechou o ano de 2016 com um superávit de R$ 1 milhão. A confirmação do bom desempenho após dois anos de rombos foi dada pelo diretor financeiro do clube do Morumbi, Adilson Alves Martins. Apesar da melhora, a situação crítica nos cofres do Tricolor ainda não está totalmente resolvida, uma vez que a diretoria ainda teve que recorrer a empréstimos bancários em dezembro passado.

    O déficit financeiro do São Paulo acumulado entre os anos de 2014 e 2015 foi de R$ 180 milhões. Assim, a dívida do clube aumentou e passou para R$ 359 milhões no final do ano passado. Durante 2016, a diretoria tentou reduzir esse passivo, usando o aumento de renda.

    No ano passado, o Tricolor do Morumbi teve uma receita total de R$ 380 milhões, dos quais R$ 105 milhões foram obtidos com a negociação de jogadores. O valor é quatro vezes maior que o antecipado e teve como diferencial as vendas de Paulo Henrique Ganso e Alan Kardec. Uma renda líquida de R$ 22 milhões na Libertadores ainda turbinou os cofres.

    ''Esse é o principal conceito (aumentar receita e reduzir despesa). Se queremos fazer uma gestão para melhorar o clube, não tem como ter déficits como os de 2014 e 2015. Conseguimos ter um superávit esse ano (2016) e vamos prever um déficit de R$ 4 milhões para 2017″, contou Adilson ao blog do jornalista Rodrigo Mattos.

    ''É uma ideia que mantenha a mesma linha. Até para termos cuidado e ninguém se acomodar e achar que estamos resgatados. Nós previmos R$ 10 milhões de déficit esse ano (2016) e fechamos com superávit.''

    Mesmo com a melhora no orçamento, o São Paulo precisou recorrer a um empréstimo bancário no final de 2016, pois o conselho deliberativo do clube rejeitou a assinatura da renovação de contrato com a Globo pelas partidas a serem transmitidas em TV aberta válidas pelo Brasileirão. Caso fosse aprovado, o novo contrato renderia luvas ao clube.

    ''O objetivo era pagar dívidas antecipadas. Então, fizemos uma solução com mix. Fizemos um novo empréstimo e ao mesmo tempo jogamos uma parte da dívida para depois'', contou Adilson.

    De acordo com o diretor financeiro do São Paulo, a dívida bancária do clube ficou em R$ 145 milhões, valor inferior aos R$ 170 milhões de 2015.

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