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Primeira Liga e briga política emperram acordos de TV dos estaduais

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  • A indefinição sobre a Copa Sul-Minas-Rio atrasou a assinatura dos contratos no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais

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    As federações de futebol do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul estão tendo problemas para fecharem os contratos de televisão para os campeonatos estaduais de 2017. Como os compromissos sempre foram renovados com antecedência, a situação tem causa estranheza e tem muito a ver com a Primeira Liga e a briga política entre Flamengo e a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj).

    Entre os clubes grandes dos estados supracitados, Atlético-MG, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Grêmio e Internacional já estão confirmados na disputa do segundo torneio organizado pela Primeira Liga. Como a Globo ainda não sabe direito como a competição vai impactar os estaduais, a assinatura dos contratos está se arrastando.

    “A Globo deixou tudo para depois porque não sabia como seria a Sul-Minas e como se encaixaria no calendário da CBF. Já tivemos conversas, um namoro, mas só agora vai andar”, contou o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Noveletto, ao blog do jornalista Rodrigo Mattos.

    A questão em Minas Gerais também está emperrada. Mesmo sem conceder nenhuma justificativa pela demora na conclusão das negociações com a Globo, a federação local ainda não firmou, em conjunto com os clubes, o vínculo de televisão. Com a possibilidade grande de o Atlético-MG disputar a Primeira Liga e a Libertadores ao mesmo tempo, fica a dúvida se o Mineiro será prioridade para o Galo.

    No Rio de Janeiro, toda a questão gira em torno dos problemas que o Flamengo tem com a Ferj. Após o Esporte Interativo entrar na briga pela transmissão do Campeonato Carioca, a Globo subiu sua oferta para R$ 100 milhões. A proposta já foi aceita por Vasco, Botafogo e Fluminense, só resta o clube da Gávea.

    O Fla já recusou várias cláusulas do acordo. Entre as demandas do Rubro-Negro destacam-se a transferência do dinheiro diretamente para o clube, sem antes passar pela federação; um corte no percentual da Ferj sobre o contrato; e o recebimento de um valor maior que os outros grandes do estado.

    A situação do Paulistão é totalmente diferente. A renovação com a TV Globo aconteceu ainda em 2015. A Federação Paulista de Futebol aumentou as cotas dos clubes, com a competição atingindo um total de R$ 150 milhões por ano.

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