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Futebol do Santos resiste em meio ao caos

por   em Editorial
  • Em situação turbulenta fora de campo, clube paulista segue bem colocado no Brasileirão e tenta fazer o melhor com o que resta da temporada

    Destaque Jogadores comemoram gol na Vila Belmiro Divulgação / Santos Jogadores comemoram gol na Vila Belmiro
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    No último domingo, o Santos venceu o Atlético-MG por 1 a 0 na Vila Belmiro e subiu para a 3ª posição do Campeonato Brasileiro, a seis pontos do líder Corinthians. A boa colocação na competição nacional esconde o momento conturbado que vive o clube.

    Durante a semana, o Peixe foi recepcionado com protestos no desembarque depois do empate com o Sport no Recife. Jogadores sofreram ameaças. Inicialmente, a direção do Alvinegro havia optado pela demissão do técnico Levir Culpi.

    No entanto, em uma reviravolta que pegou todos de surpresa, o treinador acabou sendo mantido no cargo. O presidente MOdesto Roma Jr. confirmou que a saída do técnico esteve próxima. "Claro que nós pensamos. Se não pensássemos isso todos os dias, se não tomarmos a decisão todos os dias sobre todo mundo que trabalha conosco, se continuamos ou não, nós não temos a certeza de fazer as escolhas mais corretas. Temos de refletir sobre a realidade do clube todos os dias", resslatou o dirigente.

    Antes do confronto com os pernambucanos, a direção do Santos ensaiou uma suspensão a Kayke e Zeca depois de problemas internos. Entretanto, intervenção do elenco acabou fazendo com que a dupla participasse da partida contrs o Sport na quinta-feira.

    Em meio ao caos, o Peixe foi a campo na Vila Belmiro e conseguiu triunfo apertado, mas importante para a sequência na temporada. Eliminado recentemente da Libertadores, o clube paulista tem no Brasileirão a última competição do ano.

    "Nós erramos muito. Mas quem da imprensa e torcida erra menos? É um julgamento absurdo. Pensei em sair por minha conta", afirmou o comandante alvinegro em entrevista coletiva depois do jogo do último domingo.

    Para Levir, há cobrança em excesso no futebol brasileiro. "Há excesso na pressão. Não tem lógica. Algo quase insuportável. Se continuar assim, jogadores terão que fazer quatro ou cinco contratos. Sinceramente, está havendo uma cobrança inadmissível, incontrolável", disse.

    "Tenho que pensar na minha parada, mas não sei viver ainda sem essa emoção. Prefiro sofrer do que assistir TV em casa", completou.

    Se tem conseguido se manter competitivo mesmo em ambiente turbulento, o Santos precisa se organizar e traçar suas metas para a próxima temporada. A cúpula alvinegra tem conhecimento do que funcionou e o que não deu certo em 2017. Fato é que a convicção nas decisões deve ser soberana para garantir um futuro mais tranquilo aos santistas.

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