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Clubes usam erros de arbitragem como muleta e não buscam soluções

por   em Editorial
  • Clubes brasileiros critiram a arbitragem do país em todas as rodadas, mas não se unem para buscar ou pressionar a CBF por mudanças

    Destaque Clubes usam erros de arbitragem como muleta e não buscam soluções Reprodução/Twitter
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    Entra temporada e sai temporada e a arbitragem é um dos principais assuntos de todos os campeonatos no Brasil. O assunto é sempre o mesmo, clubes reclamando de serem prejudicados por erros em entrevistas coletivas, oficios enviados para a CBF pedindo para o árbitro X não ser mais escalado nos seus jogos e etc.

    No entanto, a situação tem ficado muito cômoda para os dirigentes dos grandes clubes. Os erros algumas vezes são grosseiros, mas em outras não passam apenas de reclamações vazias, servem de muletas para derrotas, eliminações e campanhas mal sucedidas.

    O problema da arbitragem precisa de uma solução, mas os clubes estão cômodos atrás de seus microfones diante da grande mídia, no ar condicionado das suas salas de imprensa, usando sempre o mesmo discurso contra os árbitros. Já se passaram anos e as atitudes não mudam: nem a CBF busca dar mais suporte aos árbitros para poder cobrá-los devidamente, nem os clubes buscam uma maneira diferente de cobrar a Confederação Brasileira para melhorar a qualidade da arbitragem no país.

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    A declaração deplorável de Romildo Bolzan Jr, presidente do Grêmio (que depois voltou atrás no que disse após o empate contra o Corinthians), que não vale nem ser repetida neste momento, é mais uma exemplo que os clubes preferem jogar o torcedor contra o árbitro seja antes ou depois dos duelos ao invés de buscar soluções efetivas para o problema. As palavras proferidas pelo dirigente apenas incitam ainda mais o torcedor, atrapalham os jogos e desqualificam o campeonato que o próprio clube disputa.

    Enquanto isso, na Dinamarca, as mulheres da seleção do país vão dando um grande exemplo de como pressionar a federação por mudanças. Claro, as situações são totalmente diferentes, mas a greve feita pela seleção feminina por conta da diferença salarial em relação os atletas da seleção masculina dá uma grande dor de cabeça para a federação, pois coloca o país até sob ameaça no Mundial, já que o jogo contra a Suécia neste sábado foi suspenso.

    Assim, as atuais vice-campeãs europeias seguem firme em suas reinvindicações, treinando por conta própria e sem se manifestar publicamente. Já no Brasil, os clubes preferem usar o seu espaço na grande imprensa apenas criticar um problema que já é conhecido e que há tempos pede uma mudança que seria benéfica para todos os clubes do país. Afinal, todos nós já estamos cansados de escutar que o seu clube foi prejudicado novamente pela arbitragem...

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