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A redenção celeste na final da Copa do Brasil

por   em Editorial
  • Ao contrário do que muitos imaginavam, a decisão no Mineirão serviu para mostrar a importância de Fábio no Cruzeiro, não a recuperação de Alex Muralha, do Flamengo

    Destaque A redenção celeste na final da Copa do Brasil Cristiane Mattos/Cruzeiro
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    A diferença técnica entre Fábio e Alex Muralha, os dois goleiros da final da Copa do Brasil, é notória, mas o futebol é imprevisível e o roteiro de redenção mais claro na mente de quem acompanhava os noticiários que antecederam os confrontos entre Cruzeiro e Flamengo mostrava a possibilidade de uma redenção rubro-negra.

    Alex Muralha iniciou o ano como titular absoluto do clube da Gávea e membro assíduo da Seleção Brasileira comandada por Tite. Seu lugar era inquestionável, devido à segurança demonstrada no gol flamenguista desde a sua contratação junto ao Figueirense.

    Porém, sua posição de destaque começou a ruir com várias falhas, fazendo com que o goleiro perdesse a titularidade para o jovem Thiago. A situação era tão ruim que a diretoria rubro-negra decidiu buscar Diego Alves, destaque no Valencia, no meio do ano. O problema é que o novo camisa 1 não pôde ser inscrito na Copa do Brasil.

    O rojão acabou nas mãos de Muralha, que chegou a perder sua alcunha no jornal ‘Extra’, mas passou a receber ‘carinho’ da torcida esperançosa. Não foi suficiente. O que se viu no Mineirão foi um goleiro inseguro, com algumas saídas assustadoras e uma estratégia de pular no mesmo canto em todos os pênaltis.

    Do outro lado havia Fábio, jogador que está perto de completar 800 jogos com a camisa do Cruzeiro, titular do time há 14 anos e totalmente recuperado da lesão no ligamento cruzado anterior do joelho direito sofrida em agosto de 2016.

    O goleiro celeste voltou a jogar em 9 de abril, pela 11ª rodada do Campeonato Mineiro, contra o Democrata, mas só voltou à titularidade no dia 14 de maio, na estreia do Cruzeiro no Brasileirão, diante do São Paulo.

    Mesmo com o ótimo momento vivido por Rafael, que foi muito bem desde a lesão do companheiro, Mano Menezes decidiu apostar no ídolo e teve sua recompensa com a conquista da Copa do Brasil.

    Na semifinal, Fábio pegou pênalti de Luan, principal jogador do Grêmio, nas decisões, além de fechar o gol no Maracanã, agarrou a cobrança de Diego e mostrou que o Mineirão é a sua casa.

    "Ano passado foram momentos de muita luta mas de onde tirei muitas lições, mas Deus que determina até o dia que vou continuar jogando e ele que vai justificando dentro de campo. Muitos falaram que eu não ia jogar mais, que não tinha condição de jogar em alto nível, mas quero dizer que não deixem de sonhar porque Deus realiza sonhos ainda e isso que estou vivendo hoje é para você que está me vendo", declarou o goleiro do Cruzeiro.

    De fato, a final da Copa do Brasil contou uma história de redenção, mas ela não foi pintada com as cores rubro-negras, pois o Mineirão é azul e deve permanecer com Fábio no gol celeste.

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