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Arbitragem segue como destaque negativo do Brasileirão

por   em Editorial
  • Falta de padrão e decisões equivocadas voltam a dominar os jogos do nacional. Recurso do árbitro de vídeo deve ser implementado pela CBF ainda neste Brasileirão

    Destaque Árbitro de vídeo deve ser implementado ainda este ano Divulgação / CBF Árbitro de vídeo deve ser implementado ainda este ano
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    Mais uma vez, a arbitragem voltou a ser destaque do futebol nacional. Na semana em que a CBF prometeu a implementação do árbitro de vídeo, polêmicas voltaram a tomar conta da rodada do Campeonato Brasileiro, escancarando o despreparo de boa parte dos profissionais.

    No clássico paulista, houve reclamação por parte dos são-paulinos por conta da anulação de um gol por falta no goleiro Cássio, do Corinthians. Jogadores do São Paulo ainda se queixaram de um suposto recuo e de um toque de mão do zagueiro Pablo. O confronto no Morumbi terminou empatado em 1 a 1.

    Nesse cenário, a falta de critério talvez seja a principal responsável pela confusão que por vezes toma conta dos jogos no Brasil. Quando não há o mínimo de padrão, abre-se espaço para as mais diversas interpretações da regra. Os erros nas tomadas de decisão também são uma constante.

    Na partida contra o Cruzeiro, o Tricolor paulista acabou vitorioso após pênalti controverso marcado nos minutos finais. Falhas também prejudicaram o Corinthians em pelo menos dois outros momentos do campeonato, contra Coritiba e Flamengo. A rigor, os erros são muitos e se multiplicam a cada nova rodada do futebol nacional.

    O recurso do árbitro de vídeo deve ser implementado ainda neste Brasileirão. A CBF pretende incorporar a novidade depois da 28ª rodada do nacional, em 14 e 15 de outubro. Um curso de Capacitação para Árbitros Assistentes de Vídeo está sendo realizado desde o dia 20 de setembro e deverá ser concluído em 11 de outubro.

    Um dos aspectos mais questionados tem sido a participação do árbitro que acompanha os jogos na linha de fundo. Apesar da visão privilegiada, a participação dos profissionais nas decisões de arbitragem é mínima.

    Renato Gaúcho, técnico do Grêmio, falou a respeito do assunto depois do duelo do Imortal contra o Bahia na Fonte Nova. "Já falei que não estou aqui para comentar arbitragem, mas vejo todos os jogos e lances. A questão é: a CBF quer colocar o vídeo e sou a favor. Mas até colocar o vídeo a pergunta que precisam responder é o que faz o quarto árbitro, ou melhor, a pessoa que fica atrás do gol? O que ela faz ali? Eu queria essa resposta. Será que alguém pode me dar essa resposta? Só isso... Será que, por exemplo, se ele está para auxiliar não viu o gol de mão do Jô? O Steve Wonder talvez tenha visto o gol de mão. Ele não viu estando a dois metros do lance", afirmou o comandante do Tricolor gaúcho.

    Derrotado por 1 a 0, o Grêmio reclamou da marcação de um pênalti já na reta final da partida em Salvador. "O pênalti eu vi no vestiário. Não foi pênalti. O Edilson escorregou, caiu e não tocou no adversário. São coisas que acontecem no futebol. Não gosto de falar de arbitragem. Esse árbitro é um dos melhores do Brasil, como foi o irmão dele, então vocês puderam ver e darão a sua versão. A minha é que foi longe de ser pênalti", disse Renato Gaúcho.

    "Eles [árbitros da linha de fundo] não ajudam em nada, se omitem na hora H. Acabaram de falar que iam botar o árbitro de vídeo. Cadê ele nessa hora?", questionou o lateral Edílson na saída de campo.

    Mais do que recursos que possam auxiliar o bom andamento do futebol, o torcedor espera o preparo dos profissionais de arbitragem na aplicação dos conceitos que regulam o esporte.

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