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Clubes brasileiros reclamam da arbitragem sul-americana, mas não colaboram

por   em Editorial
  • Corinthians questionou os dois jogadores expulsos contra o Racing e Palmeiras foi prejudicado no caso com o Peñarol. Nenhum dos dois paulistas tem direito de reclamar

    Destaque Clubes brasileiros reclamam da arbitragem sul-americana, mas não colaboram Divulgação/Agência Corinthians
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    Com uma mão na taça do Campeonato Brasileiro, o Corinthians foi eliminado da Copa Sul-Americana após empatar sem gols com o Racing, na Argentina. A atuação da arbitragem mais uma vez foi o tema escolhido para reclamações dos jogadores ao saírem de campo, com direito a declaração sintomática de Fagner:

    "Ele não dava uma falta do Jô e estava dando falta para eles todas as horas. O cara chutou a cara do Romero e ele não deu vermelho. O Rodriguinho, por uma dividida, ele expulsou. O brasileiro fora do país é desprotegido, é o árbitro contra, é tudo contra. O futebol brasileiro precisa se unir e ir contra a Conmebol. Isso é uma vergonha. Somos pais de família e topando tapa na cara? É uma vergonha", reclamou à Rede Globo.

    De fato, o árbitro uruguaio Leodan González expulsou dois jogadores corintianos – Rodriguinho e Jô - durante a partida realizada no Estádio Presidente Peron, mas em jogadas totalmente justificáveis.

    Os clubes brasileiros precisam entender que não adianta olhar para o próprio umbigo. Realmente há situações em que a arbitragem e até o próprio Tribunal de Disciplina da Conmebol favorecem equipes de outros países, como na história envolvendo Peñarol e Palmeiras, após a atrocidade no estádio Campeón Del Siglo, no Uruguai, mas os times tupiniquins não colaboram.

    No ano passado, as maiores equipes do continente se juntaram para iniciar o processo de criação da Liga Sul-Americana de Clubes. Vários encontros foram realizados no sentido de organizar uma frente única para que os times conseguissem negociar melhores premiações com a Conmebol, maior transparência nos processos do Tribunal de Disciplina, entre outros assuntos.

    O grupo estava prestes a ser fundado, quando os quatro ‘grandes’ de São Paulo recuaram e atrapalharam a Liga. Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo decidiram não se organizar ao lado de outros clubes do continente porque o presidente da FPF (Federação Paulista de Futebol), Reinaldo Carneiro Bastos, prometeu aumentar a representatividade dos brasileiros nos campeonatos sul-americanos, uma vez que tinha assumido um cargo no Comitê Executivo da Conmebol.

    Foi olhando para o próprio umbigo que Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo acabaram com as chances de uma Liga de clubes mudar a realidade do futebol sul-americano.

    Foi olhando para o próprio umbigo que Corinthians e Palmeiras, por enquanto, descobriram que fizeram a escolha errada ao acreditarem que Reinaldo Carneiro Bastos faria alguma diferença. Bem feito. Competições internacionais, agora, só em 2018.

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