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Atlético-MG, Flamengo e Palmeiras decepcionam na Libertadores

por   em Editorial
  • Responsáveis pelos maiores investimentos entre os clubes brasileiros para a temporada 2017, o trio sofre e tem seus trabalhos reavaliados

    Destaque Atlético-MG, Flamengo e Palmeiras decepcionam na Libertadores Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação
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    Os três maiores investimentos do futebol brasileiro para a temporada 2017 caíram antes das quartas de final da Copa Libertadores. Depois de o Flamengo mais uma vez ficar pelo caminho ainda na fase de grupos, Palmeiras e Atlético-MG não conseguiram se impor nos confrontos diante de Barcelona da Guayaquil e Jorge Wilstermann, nas oitavas.

    Os trabalhos exercidos pelas diretorias dos três clubes ficam ainda mais em xeque por conta do ótimo primeiro turno do Corinthians no Campeonato Brasileiro. Mesmo cambaleando por conta das dívidas, com um elenco bem mais modesto e um treinador “iniciante”, o Timão fechou a primeira metade da competição invicto e com uma vantagem grande na ponta da tabela. São 15 pontos a frente do Palmeiras, 18 do Flamengo e 24 do Atlético-MG, o que praticamente impossibilita o título nacional do trio.

    Com a falta de resultados expressivos, a pressão aumenta. O Palmeiras foi o primeiro a trocar de treinador, Eduardo Baptista caiu para o retorno de Cuca. Em Minas, Roger Machado não conseguiu manter-se no cargo mesmo após o título estadual e foi substituído pelo campeão olímpico Rogério Micale. O último técnico a ser demitido foi Zé Ricardo, no domingo, e ao que tudo indica dará lugar ao colombiano Reinaldo Rueda, ex-Atlético Nacional.

    Apesar do cenário desfavorável, o presidente do Palmeiras deu uma declaração sóbria na madrugada desta quinta-feira (10), ainda no Allianz Parque. "Não vamos falar em mudança porque não teremos mudanças. Vamos trabalhar, no ano passado fomos campeões, no retrasado também, o Alexandre Mattos estava aí, é um homem da minha confiança e continua no Palmeiras normalmente", disse Maurício Galiotte.

    De fato o momento é de reavaliar o trabalho, mas pensar em sua manutenção. Estrutura, organização, finanças saudáveis, salários em dia e elenco montado a dedo são partes importantes do processo para se criar um time vencedor, mas não garantem sucesso.

    Jogar tudo o que foi construído até o momento não seria nem um pouco produtivo, principalmente a quatro meses do final da temporada. No entanto, é difícil prever quais serão as atitudes tomadas pelos dirigentes, principalmente no Atlético, onde por vezes seu presidente se comporta como torcedor.

    “Não tem como essa equipe ficar fora do G-6. Não tem desculpa jogar quarta e domingo. Temos de aproveitar esse calendário favorável. Por tudo o que aconteceu de errado, temos tudo para ficar entre os seis primeiros", cobrou Daniel Nepomuceno após a eliminação do Galo no Mineirão.

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