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Goleiros brilham em rodada sem nenhum pênalti convertido

por   em Editorial
  • Cinco jogadores diferentes falharam nas cobranças da marca da cal nos jogos do Brasileirão do último fim de semana. Falta de qualidade dos batedores ou mérito dos arqueiros?

    Destaque Jefferson voltou ao Botafogo defendendo pênalti Vítor Silva / SSPress / Botafogo Jefferson voltou ao Botafogo defendendo pênalti
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    A rodada 12 do Campeonato Brasileiro está sendo marcada até o momento (Coritiba e Sport ainda se enfrentam nesta segunda-feira) por um índice baixíssimo de acertos em cobranças de pênalti. Mais precisamente de 0%. Nenhuma das cinco penalidades assinaladas no fim de semana foi convertida. Cinco atletas diferentes deixaram de fazer gols da marca da cal: os atacantes Lucca, Rafael Moura, Lucas Pratto e Roger e o lateral-direito Edílson.

    Os arqueiros se saíram melhor em quatro oportunidades, enquanto o centro-avante do São Paulo acertou a trave do santista Vanderlei no clássico realizado na Vila Belmiro. O número aponta a efetividade dos goleiros, cuja posição foi uma das que mais evoluiu no futebol ao longo das últimas décadas. Além da explosão e do reflexo, os jogadores do setor se aprimoraram fora de campo. Estatísticas e vídeos disponibilizados pelos clubes ajudam goleiros e auxiliares a identificar tendências nos cobradores de pênalti de cada adversário, o que ajuda a melhorar o aproveitamento.

    Na semana passada, por exemplo, Gatito Fernández evitou gol de Jô ao defender cobrança do corintiano em lado esquerdo. O restrospecto em 2017 apontava que o camisa 7 do Timão havia chutado todas as suas penalidades naquele mesmo canto. Uma tendência que certamente auxiliou o arqueiro paraguaio. 

    Cássio, que já havia defendido uma cobrança de Luan na partida entre Corinthians e Grêmio em Porto Alegre, voltou a evitar um gol adversário ao espalmar chute de Lucca, da Ponte Preta, no último sábado. A exemplo da defesa feita no Sul, o corintiano não tentou adivinhar o canto em que o batedor tentaria acertar e esperou até o último momento. Goleiro alto e com boa envergadura, o camisa 12 do Timão também tem mostrado reflexo no gol alvinegro.

    "Tem jogador que retarda a cobrança e parece até uma paradinha. É preciso trabalhar para esperar o máximo possível para pegar", relatou Cássio depois do confronto na Arena, em Itaquera. A tática tem funcionado, e não apenas para o arqueiro do clube paulista.

    Edílson, do Grêmio, optou por chute forte no meio do gol na cobrança de pênalti contra o Avaí, em Porto Alegre. Douglas, goleiro do clube catarinense, aguardou a definição do lateral tricolor e praticou importante defesa. A equipe de Florianópolis acabou surpreendendo os adversários, vencendo o duelo por 2 a 0.

    No Rio, Jefferson voltou a atuar após 14 meses afastado dos gramados. O goleiro teve lesão no ombro e precisou passar por duas cirugias no período. Além de atuação quase impecável com a bola rolando, o arqueiro botafoguense mostrou estar em plena forma ao defender pênalti cobrado por Rafael Moura. O atacante do Galo mandou uma bola forte no canto esquerdo do camisa 1, que foi buscar e desviou para escanteio.

    No mesmo jogo, Victor também defendeu cobrança de Roger, já nos minutos finais. No entanto, o atacante do Botafogo conseguiu pegar o rebote e mandar a bola para as redes, decretando o empate no Nilton Santos. O goleiro da equipe mineira, que se destacou nos últimos anos por defesas importantes em penalidades, caiu para a direita e para interceptar o chute forte do botafoguense.

    Além de apontar o bom momento dos goleiros do futebol brasileiro na atualidade, o índice de aproveitamento de penalidades na rodada mostra como uma das oportunidades mais claras de balançar as redes tem sido frequentemente "desperdiçada" (sempre ressaltando a excelente participação dos goleiros). Em meio a disputas cada vez mais parelhas, decididas nos detalhes, a aptidão na penalidade máxima é fundamental. Tanto para a defesa quanto para o ataque.

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