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O elenco do Palmeiras ainda precisa de ajustes

por   em Editorial
  • Sem um lateral-esquerdo confiável, o time alviverde ainda vai sofrer com falhas defensivas. Além disso, Cuca precisa decidir se conta ou não com Miguel Borja

    Destaque O elenco do Palmeiras ainda precisa de ajustes Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação
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    O Palmeiras foi derrotado pelo Barcelona de Guayaquil, no Equador, pela partida de ida das oitavas de final da Copa Libertadores, e terá que se desdobrar para marcar dois gols no dia 9 de agosto para seguir na competição. Mais que o revés inesperado, devido a evidente superioridade técnica do time de Cuca, a situação expõe as lacunas no elenco alviverde.

    Os dois atletas que mais destoaram na partida de quarta-feira (5) foram Juninho, zagueiro improvisado na lateral esquerda, e Miguel Borja, atuando como a referência no ataque.

    O atacante colombiano foi contratado após sua ótima passagem no Atlético Nacional e, principalmente, pelo desempenho a partir das semifinais da Copa Libertadores do ano passado. É inegável que o jogador é especialista em marcar gols, mas seu estilo de jogo não combina com a necessidade do esquema tático de Cuca.

    O treinador palmeirense já havia alijado Lucas Barrios do time titular, em 2016, por conta de sua característica de referência fixa na área. Na época, Gabriel Jesus, que vinha sendo escalado como atacante pelos lados foi deslocado para o centro e virou o maior nome do futebol nacional, chegando à camisa 9 da Seleção Brasileira.

    Durante o jogo de ontem, Borja pouco participou da construção de jogadas e, quando o fez, errou passes e não contribuiu. O que foi dito a respeito das apresentações ruins do jogador é que ele ainda precisa de tempo para se adaptar, no entanto, não parece que ele vai mudar o seu estilo de jogo aos 24 anos de idade. O finalizador é o homem da conclusão, não do toque de bola.

    Outro problema grave do Palmeiras na temporada é a lateral esquerda. Até 2016, Zé Roberto deu conta do recado, no entanto, a partir deste ano ficou claro que a capacidade física do veterano o impede de atuar no setor. A situação ficou ainda mais gritante, quando a zaga tinha Edu Dracena, outro jogador de idade avança, portanto, mais lento, pela esquerda.

    A saída encontrada por Cuca foi escalar Zé no meio-campo, onde viveu seus melhores momentos da carreira. A partir daí, sobrou Egídio para ocupar a função na lateral esquerda. O problema é que o jogador não consegue dar a consistência defensiva desejada, aí vem a improvisação de Juninho no setor.

    Jogar na lateral esquerda não é novidade para o zagueiro alviverde, tanto que atuou na posição em diversas oportunidades enquanto era jogador do Coritiba. No entanto, contra o Barcelona, por vezes, a consistência defensiva que o credenciava a jogar por ali, não apareceu. Os equatorianos usavam e abusavam das descidas de Esterilla nas costas do defensor alviverde.

    O elenco do Palmeiras é um dos melhores do Brasil, se não o melhor, no entanto, ainda precisa de pequenos ajustes. Sem Zé Roberto, a lateral esquerda precisa de um jogador que tenha a capacidade de marcar e sair para apoiar o ataque. Quanto ao ataque, Cuca precisa decidir se vai manter a confiança em Borja e arranjar uma maneira de deixa-lo mais à vontade em campo ou se desiste do colombiano e investe em uma peça com mais mobilidade para, pelo menos, simular o que Gabriel Jesus fazia em 2016.

    Alterado: Quinta, 06 Julho 2017 10:59

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