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O Vasco e as atitudes autoritárias de uma diretoria enfraquecida

por   em Editorial
  • Cada dia mais criticado, Eurico Miranda tenta reprimir torcedores com ações dignas de comparação com regimes ditatoriais

    Destaque O Vasco e as atitudes autoritárias de uma diretoria enfraquecida Paulo Fernandes/Vasco.com.br
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    Com eleições presidenciais marcadas para novembro, o Vasco vive momentos de efervescência política. A situação piora ainda mais por conta do desempenho irregular do time de Milton Mendes no Campeonato Brasileiro, competição pela qual ocupa a 12ª colocação na tabela, e as constantes manifestações de torcedores contra o presidente Eurico Miranda.

    Diante da ameaça do atual mandatário de reeleger, a oposição dentro de São Januário tenta articular uma aliança, no entanto, a impossibilidade de escolher um nome para concorrer ao pleito contra Eurico preocupa.

    Avessa a qualquer tipo de manifestação contrária, a diretoria cruzmaltina deixou a situação ainda mais tensa nas últimas semanas. Censura e até agressões contra torcedores foram vistas na Colina durante partidas do Brasileirão, atitudes comparáveis com regimes fascistas e autoritários.

    Relatos dão conta de que um torcedor chegou a levar um soco de um segurança na nuca após bradar críticas a Eurico Miranda nas sociais de São Januário. Infelizmente, o caso não foi para frente, uma vez que o homem, com medo de represálias, preferiu não registrar um Boletim de Ocorrência.

    Em sua última atitude ‘questionável’, a diretoria cruzmaltina decidiu bloquear de suas redes sociais torcedores que fizessem críticas a Eurico. A situação ganhou projeção quando o global Bruno Mazzeo e o ex-jogador Juninho Pernambucano comentaram o caso através de suas contas no Twitter.

    Procurada, a assessoria de imprensa do Vasco informou que realmente estava bloqueando os usuários que faziam críticas ao presidente, mas assegurou que a ordem não havia sido feita pelo mandatário. Além disso, o ‘castigo’ seria apenas temporário.

    É sabido que Eurico Miranda é um personagem, no mínimo, questionável no futebol brasileiro e, principalmente, na história do Vasco. O retorno dele à presidência do clube segue exatamente o momento político vivido pelo país, que prefere apostar no conservadorismo em momentos de incerteza.

    O retorno do mandatário ocorreu justamente na pior década da história do Vasco, com seguidos rebaixamentos e problemas financeiros. Torcedores e conselheiros do clube bradavam pelo retorno do folclórico dirigente dizendo palavras que já não cabem no futebol brasileiro como: ‘Com Eurico não existe rebaixamento’.

    O descenso não só veio, como ainda está longe de ser superado.

    E ainda tem gente que pede o retorno do regime militar. Será que é uma boa?

    Alterado: Quinta, 15 Junho 2017 11:05