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A Chapecoense um mês após a tragédia na Colômbia

por   em Editorial
  • O Verdão do Oeste se concentra na reestruturação do clube, com a chegada de reforços e dirigentes para uma temporada marcante

    Destaque A Chapecoense um mês após a tragédia na Colômbia Reprodução
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    Há exatamente um mês o futebol mundial parava para lamentar o maior acidente aéreo envolvendo uma equipe esportiva da história. O avião que levava a delegação da Chapecoense para a Colômbia, onde a equipe iria disputar a final da Copa Sul-Americana, caiu nos arredores de Medellín e matou 71 pessoas.

    Dos jogadores da Chape que estavam a bordo, apenas três sobreviveram: o lateral Alan Ruschel, o zagueiro Neto e o goleiro Jackson Follmann, que teve parte da perna direita amputada e não poderá voltar aos gramados.
    Ao todo, foram 19 atletas mortos, membros da comissão técnica e dirigentes. Nesse contexto, o clube está em seu doloroso processo de reconstrução.

    Plínio David de Nês foi o escolhido para ocupar o cargo de presidente. O departamento de futebol também vem sendo reestruturado com o diretor executivo Rui Costa, o diretor João Carlos Maringá e o gerente Nivaldo Constante, ex-goleiro que se aposentou depois do acidente. Para substituir Caio Júnior, Vágner Mancini foi escolhido no comando técnico.

    Com um time inteiro para repor, a Chapecoense conta com a ajuda de clubes brasileiros para remontar o seu elenco. Até o momento, cinco jogadores foram contratados: o goleiro Elias, que estava no Juventude, o zagueiro Douglas Grolli, do Cruzeiro, o meia Dodô, emprestado pelo Atlético-MG, o atacante Rossi, que defendeu o Goiás na Série B do Campeonato Brasileiro, e o meia Nadson, que estava no Paraná Clube.

    Ainda há jogadores que não foram confirmados, mas que devem chegar: o Grêmio vai ceder o volante Moisés, enquanto o Fluminense encaminha o empréstimo do atacante Wellington Paulista. O meia Daniel, do São Paulo, foi sondado. Do Tricolor do Morumbi, o lateral-esquerdo Reinaldo, que atuou na Ponte em 2016, é nome certo. Do Uruguai chega o lateral-direito Emilio Zeballos, que estava no Defensor. Niltinho, ex-Criciúma, é mais um nome próximo.

    Considerada a campeã da Copa Sul-Americana, a Chape tem vaga garantida na fase de grupos da Libertadores e um calendário cheio de compromissos em 2017. A equipe terá pela frente ainda a Primeira Liga, o Campeonato Catarinense, a Copa do Brasil, o Campeonato Brasileiro e a Recopa Sul-Americana. Fora as participações em torneios amistosos internacionais, como a Copa Suruga (Japão), Troféu Juam Gamper (Espanha) e Troféu Teresa Hererra (Espanha).

    No desafio mais difícil da história da agremiação, a diretoria da Chapecoense parece estar trabalhando de maneira consciente. A estreia na temporada 2017 será no dia 25 de janeiro, contra o Joinville, pela Primeira Liga.

    Após o momento de tristeza, a expectativa é que a Chapecoense ressurja no cenário futebolístico como um personagem forte, mostrando que a tragédia da LaMia não será esquecida, mas também não significará a derrocada do Verdão do Oeste. Força Chape!

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