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As contratações do Palmeiras para a temporada 2017

por   em Editorial
  • Sob a batuta de Alexandre Mattos, o Verdão já garantiu três reforços, mas ainda aguarda a renovação com a Crefisa para trazer nome de peso para o ataque

    Destaque As contratações do Palmeiras para a temporada 2017 Cesar Greco/Ag. Palmeiras
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    Desde a chegada de Alexandre Mattos ao Palmeiras, no final de 2014, a expectativa criada em torno das contratações do clube paulista aumentaram. A mistificação do diretor de futebol se deu muito por conta da contratação do atacante Dudu, no início do 2015, quando Corinthians e São Paulo disputavam o jogador.

    Junto com o capitão do eneacampeonato brasileiro, Mattos promoveu uma reformulação total do elenco que havia escapado por pouco do rebaixamento para a Série B na temporada anterior, contratando mais de 20 jogadores. Algo que, apesar de necessário, foi alvo de críticas por parte da imprensa, que acusou o dirigente alviverde de contratar atletas por “baciada”.

    Correta ou não, a estratégia deu frutos logo no primeiro ano e o Palmeiras conquistou a Copa do Brasil.

    No ciclo de contratações para 2016, o ímpeto diminuiu, mas, ainda assim, o Verdão trouxe mais de dez jogadores para reforçar o elenco, que conquistaria o Campeonato Brasileiro no final do ano.

    Depois da demissão de Marcelo Oliveira, Cuca se mostrou o treinador ideal para gerir o vasto grupo do Palmeiras. Durante a campanha do Brasileirão, o técnico adaptava o time alviverde de acordo com o adversário, com mudanças principalmente no meio-campo e nos flancos do ataque.

    O Palmeiras de 2017 já tem três reforços confirmados: o atacante Keno e os meias Raphael Veiga e Hyoran. Os nomes são de atletas que se destacaram por suas equipes no campeonato nacional deste ano, mas ainda são apostas, perfil que agrada Mattos. O diretor gosta de contratar atletas que ainda não são consagrados, mas apareceram como bons valores em clubes médios, característica que já podia ser vista em sua passagem no Cruzeiro, com Ricardo Goulart e Everton Ribeiro.

    No Palmeiras, exemplos não faltam: Moisés, Tchê Tchê, Róger Guedes, Vitor Hugo, Thiago Santos e por aí vai.

    A diretoria do clube, no entanto, ainda quer um nome de peso para substituir Gabriel Jesus no comando do ataque. O colombiano Borja, destaque do Atlético Nacional, foi especulado, mas o pedido de R$ 70 milhões assustou. O preferido da Crefisa é Lucas Pratto, que custaria algo em torno de R$ 52,5 milhões.

    O jogador chegaria com o aporte do patrocinador, o problema é que a dona do grupo, Leila Pereira, se envolveu em uma polêmica durante a última semana e a renovação do contrato da parceria ficou em risco.

    A empresária teria utilizado outro registro para poder votar nas eleições presidenciais que elegeram Maurício Galiotte como mandatário e para se candidatar a uma cadeira no Conselho Deliberativo do clube. A manobra teria sido arquitetada pelo polêmico Mustafá Contursi, pois Leila só tem um ano como sócia do Verdão e o estatuto prevê que o associado precisa estar há três anos no quadro para votar no presidente e há oito para se candidatar a uma vaga no Conselho.

    Por conta do problema, o ímpeto do Verdão no mercado diminuiu e aguarda um desfecho nas negociações pela renovação do patrocínio, que, juntamente ao dinheiro oriundo da venda do Jesus ao Manchester City, a premiação pelo título brasileiro e as luvas pagas pelo Esporte Interativo, pode dar um aporte grande para que o Palmeiras faça algumas contratações de peso em janeiro.

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