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O amadorismo levou o Corinthians a uma temporada ruim

por   em Editorial
  • Ao montar um elenco medíocre, a diretoria alvinegra se perdeu na tentativa de achar um substituto para Tite

    Destaque O amadorismo levou o Corinthians a uma temporada ruim Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians
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    É difícil de entender a cabeça dos dirigentes brasileiros. Apesar de o futebol nacional ter evoluído muito em vários aspectos, a maneira arcaica e baseada no achismo com a qual os clubes do país são administrados é incrível.
    O Corinthians foi exemplo dessa situação em 2016.

    Ao perder seu maior diferencial para a Seleção Brasileira, não conseguiu se reinventar. Com um elenco fraco, fez uma temporada medíocre e refletida nas ações de sua diretoria na tentativa de substituir Tite.

    Cristóvão Borges foi o contratado logo depois da saída do treinador e ídolo corintiano. Há tempos o técnico não faz um bom trabalho. Aliás, a sua estreia na função foi exatamente seu melhor momento, quando assumiu o time do Vasco após o AVC de Ricardo Gomes. Ele ainda teve passagens por Flamengo, Fluminense, Atlético-PR, Bahia, mas nunca conseguiu repetir o brilho de 2011.

    Em uma decisão que poucos entendem, Roberto de Andrade o trouxe, mas em três meses mudou de opinião.

    O presidente alvinegro, então, tentou ir na onda do Flamengo, que se beneficiava do bom trabalho do Zé Ricardo, e deu a chance a Fábio Carille, auxiliar da comissão técnica permanente do clube. Afirmou que não ia contratar mais ninguém até o final do ano e torceu para que o “prata da casa” resolvesse o problema.

    “O treinador até dezembro será o Fábio Carille. Vou decidir quem vai ser o treinador depois do Brasileiro. Por favor, não vamos especular porque alguém está desempregado. Estou deixando claro, depois do campeonato vamos ver quem vamos trazer”, afirmou o presidente do Timão, Roberto de Andrade, na época.

    O problema é que, ao contrário do Flamengo, que tinha um elenco bem montado e com várias alternativas, o Corinthians tinha um grupo apenas regular e os resultados não apareceram.

    Preocupado, Roberto de Andrade voltou atrás em sua palavra, agiu contra o que membros da diretoria pediam, e resolveu contratar Oswaldo de Oliveira, o técnico do Mundial de 2000 que fazia um trabalho apenas regular no Sport.

    O treinador começou a sofrer pressão para ser despedido desde que chegou, não conseguiu garantir o Corinthians na Copa Libertadores e, com dois meses de clube, está perto de ser despedido.

    Com uma montagem de elenco mal feita, o Timão não conseguiu encontrar um treinador que fizesse a equipe jogar um futebol satisfatório, o que levou a diretoria a cometer sucessivos erros desde a saída de Tite, em junho.

    É necessário que se entenda que não há mais espaço para achismo no futebol. O esporte evoluiu e necessita de planejamento para a obtenção de sucesso. A escolha de profissionais errados e a falta de coerência atrapalharam ainda mais um time que já não era bom.

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