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O título brasileiro e as expectativas para 2017

por   em Editorial
  • Palmeiras comemora título brasileiro após anos, mas as expectativas para o ano de 2017 são recheadas de dúvidas

    Destaque O título brasileiro e as expectativas para 2017 Ricardo Stuckert/CBF
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    O torcedor palmeirense não poderia estar mais feliz. Após comemorar o título da Copa do Brasil em 2015, o torcedor alviverde voltou a celebrar um título de Campeonato Brasileiro. E as conquistas são frutos de um grande trabalho tanto da diretoria, quanto da comissão técnica e dos jogadores.

    Um dos pontos mais importantes para a tão sonhada conquista do Campeonato Brasileiro foi a própria diretoria do clube comandada na figura do presidente Paulo Nobre. O dirigente foi importante não só para a concretização da construção do Allianz Parque como também reformulou todo o clube e voltou a fazer com que o torcedor palmeirense tivesse orgulho do seu time. Mesmo passando por turbulências durante o período na presidência, Paulo Nobre e a sua equipe conseguiram, por exemplo, contornar a turbulência com a Crefisa no fim do ano passado, mantendo a empresa como patrocinadora máster do clube.

    A aposta em Marcelo Oliveira deu ao Palmeiras o título da Copa do Brasil e a expectativa do torcedor era ver um time forte em 2016, preparado para brigar tanto pela Libertadores quanto no Brasileirão. No entanto, o time foi rapidamente eliminado do torneio Sul Americano e Cuca foi chamado para substituir Marcelo no cargo de treinador. Apesar de começar o seu trabalho cheio de desconfiança, o técnico aos poucos foi mostrando seu potencial e os resultados positivos começaram a aparecer.

    Diferente do seu antecessor, Cuca rapidamente conquistou o “vestiário” ganhando a confiança dos atletas. Além disso, o treinador conseguir resolver problemas importantes no time que o antigo treinador não conseguiu sanar. Com a chegada de Mina, Vitor Hugo ganhou um companheiro de zaga a altura. Aproveitando a polivalência do volante Jean, o treinador optou por colocar o jogador na lateral direita, posição onde nenhum atleta conseguia se firmar. No ataque, Gabriel Jesus passou de um reserva promissor para ganhar a vaga de titular. Além disso, passou a atuar como centro avante, deixando de jogar pelas pontas do campo.

    No entanto, a grande sacada de Cuca foi no meio campo. Com problemas para definir a dupla de volantes, o time sofria com a inconsistência no setor tanto na proteção da zaga, como na saída de bola e aproximação ao ataque.
    A contratação de Tchê Tchê e Moisés foram cruciais para criar um equilíbrio na equipe que mesmo sem um grande armador conseguiu mostrar uma organização importante durante as partidas. Cão de guarda, Tchê Tchê não só protege a dupla de zaga alviverde como também aparece como elemento surpresa no campo de ataque. Já a entrada de Moisés no time titular no meio do ano trouxe a equipe a saída de bola com qualidade, o ponto crucial para o encaixe do time.

    Contratado a peso de ouro por Paulo Nobre, que deu um belo chapéu nos rivais Corinthians e São Paulo, Dudu fez uma temporada irreparável, mostrando que sua decisão polêmica em acertar com o Palmeiras de última hora foi acertada. Se no Corinthians Dudu seria apenas mais um jogador de composição do elenco, no Palmeiras o atacante virou uma das principais armas do time. Após Cuca dar a faixa de capitão para Dudu, o jogador cresceu de rendimento, passando a jogar mais futebol e reclamar menos, servindo de exemplo para os demais. Em duas temporadas no clube, o jogador se tornou um dos principais destaques desta nova geração alviverde, escrevendo o seu nome na história no Verdão com as conquistas recentes.

    E por falar em profissionalismo, o que falar do experiente Zé Roberto? Com fôlego de menino, o lateral mostrou aos 42 anos uma fome de bola de um jovem atleta com grande futuro. Um dos líderes do grupo junto com Fernando Prass, Zé que tem passagens por Real Madrid e Bayern de Munique, provou que tinha razão ao afirmar que “o Palmeiras é grande”.

    Se 2016 foi um ano para se comemorar, 2017 começará com grandes expectativas e dúvidas para o torcedor do Palmeiras. Com a mudança na presidência e no comando técnico do time, além da saída de Gabriel Jesus e outras possíveis ao final desta temporada, o clube paulista terá um trabalho duro pela frente para conseguir manter o alto padrão.

    A aposta em Eduardo Baptista, que pela primeira vez vai treinar um grande clube de São Paulo, com pressão de uma grande torcida e dos famosos dirigentes palestrinos, pode ser arriscada. O treinador que tem uma boa passagem pela Ponte Preta e pelo Sport, não emplacou no Fluminense e terá pela frente o maior desafio da sua carreira. Apesar de pegar um time com os louros do título nacional, Baptista terá que guiar a equipe na Copa Libertadores e conviver com o “fantasma” de Cuca.

    Fora de campo, Maurício Precivalle Galiotte, vice-presidente da gestão de Paulo Nobre irá assumir a presidência. Porém, apesar de ser do mesmo grupo político do antecessor, a dúvida sobre como o novo mandatário irá gerir o Palmeiras em um ano que o clube defende o título brasileiro é grande. Além disso, a pressão para montar um time mais qualificado para disputar a Libertadores e evitar o mau desempenho deste ano também pode interferir em todo desenrolar da próxima temporada.

    Com os jogadores em alta, o clube passará pelas mesmas dificuldades que o Corinthians teve neste ano: as altas propostas do mercado Chinês. Para não sofrer um desmanche na equipe, a diretoria terá um trabalho duro nestas férias de dezembro.

    Após fechar 2016 com chave de ouro, o Palmeiras vai começar 2017 com uma tarefa ainda mais difícil: se manter no topo do futebol nacional!

    Alterado: Sábado, 10 Dezembro 2016 01:32

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