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Autoridades confirmam que avião da Chape voava com menos combustível que o exigido

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Secretário de Segurança Aérea da Aeronáutica Civil da Colômbia afirma que pane seca teria sido determinante para a queda do avião 

Destaque Autoridades confirmam que avião da Chape voava com menos combustível que o exigido Reprodução/Twitter RCN
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Dois dias após o trágico acidente com o avião que transportava toda a delegação da Chapecoense as notícias sobre a causa da queda do avião vão ganhando contornos diferentes do que previamente as autoridades locais acreditavam.

Nesta quarta-feira, autoridades colombianas confirmaram que o avião voava com menos combustível do que o mínimo exigido pela lei. Por isso, a teoria de que uma “pane seca” deu origem ao problema elétrico que acabou derrubando a aeronave ganhou mais força.

A informação foi divulgada por meio de uma concorrida entrevista coletiva dada pelo órgão local que avalia as causas do acidente. A teoria apresentada parte da constatação de que não havia combustível nos destroços e das gravações das conversas entre a torre de controle e o avião da operadora boliviana Lamia.

"Uma das hipóteses que trabalhamos é que [o avião] não contava com combustível e que, por isso, tenha apagado subitamente os motores. Motores são a fonte elétrica. Você pode ter uma turbina adicional, mas se não tinha combustível, vai ter uma pane elétrica", afirmou Fredy Bonilla, secretário de Segurança Aérea da Aeronáutica Civil da Colômbia.

"As normas internacionais exigem que qualquer aeronave deve viajar com combustível suficiente para chegar ao aeroporto de destino, mais 30 minutos e ainda mais 5 minutos ou 5% da distância, que é o combustível reserva. Neste caso, lamentavelmente, a aeronave não contava com combustível suficiente. Vamos investigar para saber por que a tripulação não contava com combustível suficiente", completou.

O secretário de Segurança Aérea da Aeronáutica Civil da Colômbia também relatou que no momento em que o avião da Lamia se aproximou do aeroporto de Medellín, havia outros dois voos com preferência de aterrissagem, um deles era o VivaColombia que tinha declarado emergência por um vazamento de combustível.

No entanto, o piloto da Lamia disse não ter problema algum e deu meia volta, fazendo o procedimento para aguardar a sua vez. Minutos depois, em cima da hora, então, o piloto avisou a torre de controle que estava com pouco combustível, declarou emergência, pane elétrica e caindo logo na sequência. Bonilla afirmou que o aeroporto ainda tentou contornar a situação, passando o avião à frente na fila de preferência, mas já era tarde.

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