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Chapecoense é homenageada na Arena Condá e em Medellín

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Torcidas de Chape e Atlético Nacional lotam seus estádios e conduzem lindas cerimônias para lembrar as 71 vítimas do acidente aéreo da LaMia

Destaque Chapecoense é homenageada na Arena Condá e em Medellín Reprodução/Twitter
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Era para a final da Copa Sul-Americana ter se iniciado nesta quarta-feira (30), no entanto, o trágico acidente que impossibilitou a continuidade da disputa do torneio não evitou que as torcidas de Chapecoense e Atlético Nacional se reunissem em seus estádios para homenagear as 71 vítimas da queda do avião na Colômbia.

Ao mesmo tempo que milhares de torcedores foram até a Arena Condá, na noite de quarta-feira, ao lado de jogadores do clube, familiares, moradores da cidade de Chapecó, colombianos lotaram o Estádio Atanasio Girardot, em Medellín.

Em Santa Catarina, o clima de emoção tomou conta das arquibancadas e do gramado da Arena. Antes mesmo do início das homenagens, torcedores choravam copiosamente enquanto entoavam cantos de "sempre estarei contigo" à equipe da Chapecoense.

Os jogadores que não viajaram com a delegação por diferentes motivos estiveram presente no gramado da Arena Condá. Com 10 anos de Chapecoense, o goleiro Nivaldo era um dos mais emocionados.

No momento de maior comoção, os nomes da vítimas do acidente, que aconteceu na madrugada de terça-feira, nas mediações de Medellín, apareceram no telão e contaram com aplausos efusivos. Os gritos de "é campeão", que já foram escutados na terça-feira, voltaram a ecoar na Arena Condá.

Por volta de 22h20, uma missa foi celebrada no gramado da Arena, com todos os familiares das vítimas no gramado.

Medellín

Todas as palavras e comunicados oficiais do Atlético Nacional apoiando a Chape por conta do acidente do voo da LaMia tiveram como ponto alto a homenagem feita na noite de quarta-feira. Cerca de 52 mil torcedores do clube colombiano lotaram o estádio Atanasio Girardot vestidos de branco, portando velas e celulares para lembrar os envolvidos na tragédia.

Em toda a arquibancada, o grito ecoou por diversas vezes: "Vamos, vamos, Chape". No fim, uma chuva de flores jogadas ao gramado pelos torcedores.

José Serra, ministro de Relações Internacionais do Brasil, foi o representante brasileiro na cerimônia.

“Obrigado, Colômbia. De coração, muito obrigado. Neste momento de muita dor para todos nós, as expressões de solidariedade que aqui encontramos, como a solidariedade que cada um de vocês, colombianos e torcedores, nos oferece um consolo imenso. Uma luz quando todos estamos entender o incompreensível. Os brasileiros jamais esquecerão a forma como os colombianos sentiram o terrível desastre que interrompeu o sonho desse heroico time da Chapecoense, uma espécie de conto de fadas, com final trágico. Assim como não esqueceremos a atitude do Atlético Nacional e de todos os torcedores que pediram que o título da Copa Sul-Americana fosse para a Chapecoense. Um gesto que honra o esporte de toda Colômbia e honra essa querida Medellín, e que faz ainda maior o Atlético de Medellín. Depois do ocorrido, o Brasil viu uma dura realidade de uma festa que não existiu, em um jogo histórico que não foi realizado. Que as cores da Chapecoense e do Atlético, o verde e o branco, sejam da esperança e paz”, disse o ministro com voz embargada.

No fim da cerimônia, Luciano Buligon, prefeito da Chapecó, se disse emocionado.

“Estou acordado todo esse tempo, estava em São Paulo para embarcar no voo, mas acabei tendo uma audiência e não embarquei. O apoio que tivemos do presidente, do porteiro, do taxista, do povo colombiano na rua, não tem preço. Muito obrigado Colômbia. Nunca tivemos tanta gente gritando ‘Chape, Chape, Chape!’. A Chapecoense veio aqui com um sonho, e saiu como uma lenda do futebol. A Chapecoense deixa essa marca. Nada vai devolver a vida, o pai de família, mas isso ameniza. Não tem nada que fazer? Tem, fazer essa homenagem. Muito obrigado, em nome do povo de Chapecó, ao povo colombiano”, disse Luciano Buligon.

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