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CPI do Futebol: Romário pede o indiciamento de Del Nero, Marin e Teixeira

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Junto com o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o 'Baixinho' apresentou um relatório alternativo ao do relator Romero Jucá (PMDB-RR)

Destaque CPI do Futebol: Romário pede o indiciamento de Del Nero, Marin e Teixeira Divulgação/CBF
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Em sessão da CPI do Futebol realizada na manhã desta quarta-feira (23), os senadores Romário (PSB-RJ) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) apresentaram o relatório alternativo da comissão, pedindo o indiciamento de antigos e atuais dirigentes da CBF. Entre os citados estão o atual presidente da entidade, Marco Polo Del Nero, e seus antecessores José Maria Marin e Ricardo Teixeira.

Os três dirigentes foram indiciados por "estelionato; crime contra a ordem tributária; crime contra o Sistema Financeiro Nacional; lavagem de dinheiro; e organização criminosa."

Apesar de os crimes praticados serem similares, cada um dos três indiciados tiveram suas particularidades. Del Nero foi citado por crime eleitoral, pelo seu envolvimento nas infrações penais listadas nos capítulos do relatório referentes à compra da sede da CBF; ao caso chamado de ‘Fifagate’; e ao financiamento não declarado de campanhas eleitorais pela CBF (caixa 2). Teixeira tem caso semelhante: "crime eleitoral, pelo envolvimento nas infrações penais listadas nos capítulos referentes ao caso FIFA; e ao financiamento não declarado de campanhas eleitorais pela CBF (caixa 2)."

Marin, por sua vez, ainda foi indiciado por "falsidade ideológica, considerando o seu envolvimento nas infrações penais listadas nos capítulos referentes à compra da sede da CBF; ao caso FIFA; e ao acordo fraudulento juntado no Superior Tribunal de Justiça – STJ."

Gustavo Dantas Feijó, prefeito de Boca da Mata (AL), Antonio Osório Ribeiro Lopes da Costa, ex-diretor financeiro da CBF, o deputado federal e vice da CBF Marcus Vicente (PP-ES), José Hawilla, empresário preso nos EUA, Kleber Leite, empresário, e Carlos Eugênio Lopes, advogado da CBF, foram os demais citados no relatório.

Marcada para ser a última da CPI do Futebol no Senado, a sessão desta quarta-feira (23) foi iniciada pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR), relator da comissão. Ele voltou a expor o relatório chapa-branca que já havia sido apresentado em abril, com apenas 380 páginas, e mantendo uma postura majoritariamente propositiva. No texto, Jucá tira a responsabilidade da CPI de apurar denúncias em alguns pontos e cita de maneira breve os dirigentes envolvidos nos escândalos de corrupção investigados atualmente pelo FBI.

Logo em seguida, Randolfe Rodrigues leu o voto em separado, nome regimental para “relatório alternativo”. Tomando a contramão do que foi feito pelo relator, o relatório apresentado por Randolfe e Romário contém 1.000 páginas com novas informações obtidas pela equipe de investigadores da CPI com o FBI, responsável pela prisão domiciliar de José Maria Marin. O material não conta com a assinatura de Jucá.

A votação pela aprovação ou não dos relatórios apresentados foi adiada e deve acontecer na próxima semana.

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