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Torcedores completam um mês de prisão por confusão no Maracanã

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Corintianos se envolveram em pancadaria com policiais militares no dia 23 de outubro, na partida entre o clube paulista e o Flamengo

Destaque Confusão registrada no Maracanã Reprodução / Youtube Confusão registrada no Maracanã
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Os corintianos envolvidos em confusão com policiais militares no Maracanã em 23 de outubro, no jogo entre o clube paulista e o Flamengo, completaram um mês no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, nesta quarta-feira. Dos 31 torcedores presos, apenas um menor de idade foi solto depois de alguns dias detido num internato na Ilha do Governador.

Os torcedores têm tido habeas corpus negados e ganharam a companhia de mais dez corintianos acusados de ameaçar a juíza Marcela Caram, que decretou a transferência de prisão em flagrante para preventiva depois de audiência de custódia no Tribunal de Justiça (TJ-RJ).

O autônomo André Tavares ganhou campanha na web em que internautas tentam provar sua inocência. Os advogados do torcedor anexaram fotos e documentos que tentavam convencer a Justiça de que ele não estava no Maracanã no momento da confusão. Entretanto, os argumentos não foram suficientes.

Fábio Barbosa Tomé apresenta quadro de câncer de estômago e pele. A enfermidade havia sido informada no dia da audiência de custódia, mas ainda assim a juíza Marcela Caram o encaminhou para o hospital penitenciário de Bangu.

Em 17 de novembro, a juíza Juliana Leal de Mello, do Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos, negou a revogação da prisão. "Quanto aos embargos de declaração opostos pela defesa do acusado Fábio Barbosa Tomé, deles conheço, mas rejeito de plano, uma vez que doença não é motivo automático para a revogação de prisão cautelar, pois cabe ao sistema penitenciário assegurar os meios necessários para tratamento da enfermidade apresentada pelo preso. Ademais, a alegada gravidade de saúde não foi óbice para que o referido acusado deixasse sua cidade e viesse ao Rio de Janeiro assistir uma partida de futebol", afirmou.

Na audiência de custódia que decretou a prisão preventiva, a juíza Marcela Caram solicitou que os torcedores ficassem em cela isolada dos demais detentos de Bangu. Ainda não há uma data para o julgamento.

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