Infantino planeja mudanças no Mundial de Clubes }

Infantino planeja mudanças no Mundial de Clubes

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Proposta por Infantino pode bater de frente com calendário brasileiro e da Libertadores; dirigente também fala da Copa de 2026 e ex-jogadores como conselheiros

Destaque Infantino planeja mudanças no Mundial de Clubes Reprodução/Twitter
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Gianni Infantino planeja também mudanças no Mundial de Clubes. O presidente da FIFA ,que teve como carro chefe para se eleger o aumento para 48 seleções as equipes que participam do Mundial ,também revelou seus planos para o campeonato de clubes.

Em entrevista ao jornal “Mundo Deportivo”, o dirigente falou que planeja mudar o Mundial de Clubes de dezembro para junho e que pretende fazer a mudança em 2019, visando a realização de uma "Liga dos Campeões" mundial.

"Sim, [seria como uma Champions mundial] de três semanas. Seria jogada na segunda quinzena de junho, quando acabarem todos os torneios. E ninguém se precipite, vamos levar em conta a saúde dos jogadores, para isso estão Boban, Van Basten e os médicos", explicou o dirigente.

No entanto, caso a mudança seja feita, a FIFA irá bater de frente com o calendário do futebol brasileiro e o da nova Libertadores que passará a ser disputada ao longo da temporada do futebol brasileiro, começando em fevereiro e terminando em dezembro.

"Hoje o futebol não é só Europa e América do Sul. O mundo mudou. Por isso devemos buscar um Mundial mais interessante para os clubes, mas também para os torcedores de todo o mundo. É o que tratamos de alcançar, com um torneio muito mais atraente que o atual, com mais qualidade entre os participantes e mais clubes. Isso atrairá aos patrocinadores, às televisões de todo o mundo", argumentou Infantino.

Infantino também comentou sobre a Copa de 2026. Os EUA era os favoritos para receber novamente o Mundial, mas a eleição de Donald Trump pode mudar as prioridades do país norte-americano.

"Não sei se Trump gosta ou não de futebol. Mas o que é certo é que uma candidatura necessita o apoio total de seu respectivo governo. Pelo que me consta, Trump jogou futebol em sua juventude, na academia naval", disse o dirigente, que aposta na força do futebol para uma união Estados Unidos-México. "O futebol ajuda a criar unidade, superar fronteiras. Veremos."

Outro assunto abordado pelo presidente da FIFA foi a maior participação de figuras do futebol em sua administração. O dirigente enfatizou a importância dos ex-jogadores e disse que eles lhe servirão como consultores para decisões tomadas no futuro.

"Criei o Legends Team, não somente para jogar partidas de futebol, mas também para que trabalhem comigo, com a Fifa, no desenvolvimento do futebol. Já o fizeram no Congresso do México. Não só estaria Maradona, como outros como Luis Figo ou seus amigos Carles Pyuol ou Deco", afirmou.

"Será um grupo importante de consultores para mim, que me vão ajudar muito. Como não vão ser levados em consideração pela Fifa jogadores como Maradona, Ronaldo ou Ronaldinho quando falam de futebol? Eles podem dar tudo o que faltava à Fifa, esse sensibilidade especial para proteger o futebol que tem sido suas vidas", concluiu.

Alterado: Sexta, 18 Novembro 2016 11:32

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