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Justiça decreta prisão preventiva de corintianos acusados de ameaçar juíza

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Dez torcedores do Corinthians foram detidos sob a acusação de enviar mensagens ameaçadoras à juíza Marcela Caram

Destaque Confusão registrada no Maracanã Reprodução / Youtube Confusão registrada no Maracanã
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A juíza Ana Helena Mota Lima Valle, da 26ª Vara Criminal do Rio, decretou a prisão preventiva dos dez torcedores do Corinthians detidos sob a acusação de enviar mensagens ameaçadoras à juíza Marcela Caram, coordenadora da Central de Audiência de Custódia do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O tribunal divulgou a informação na tarde desta quarta-feira. Não há prazo para o fim do período de prisão.

Marcela Caram determinou a prisão preventiva dos 30 integrantes da torcida organizada do clube paulista envolvidos em briga com policiais militares no estádio do Maracanã.

Os dez torcedores tinham prisão temporária decretada quando foram detidos em São Paulo por policiais da Delegacia de Repressão por Crimes de Informática (DRCI) do Rio. Nesta semana, a juíza Ana Helena aceitou a denúncia do Ministério Público e decretou a prisão preventiva.

"Convém ponderar que os fatos praticados, por si só, são gravíssimos quando praticados contra qualquer nacional. Contudo, em se tratando de uma magistrada no exercício das suas funções, representante de um Poder do Estado, se mostra mais que necessária a garantia da Ordem Pública, que, sem dúvida, restou abalada", afirmou a juíza no relatório.

A magistrada ainda acrescentou que "da análise dos autos, constata-se que os denunciados foram todos identificados ante as mensagens encaminhadas e registradas através da rede social Facebook e juntadas ao presente procedimento, havendo no presente momento indícios suficientes da ocorrência dos delitos, bem como da sua autoria".

De acordo com o TJ, os crimes praticados pelo grupo estão tipificados no Código Penal nos artigos 138 (calúnia), 140 (injúria), 141 (inciso II - contra funcionário, em razão de suas funções), artigo 344 (usar de violência ou grave ameaça, com o fim de favorecer interesse próprio ou alheio, contra autoridade, parte, ou qualquer outra pessoa que funciona ou é chamada a intervir em processo judicial, policial ou administrativo, ou em juízo arbitral) e 288 (Associarem-se 3 (três) ou mais pessoas, para o fim específico de cometer crimes). Os delitos têm pena máxima superior a quatro anos de prisão.

Membros de organizadas do Corinthians foram detidos na manhã do dia 8 na Grande São Paulo e no litoral por suspeita de ameaças à juíza que determinou a prisão dos envolvidos em briga com a Polícia no Maracanã.

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