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Corinthians se diz "vítima de ato ilícito ou danoso" na Arena

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Clube paulista divulgou nota oficial em que afirma que não autorizou cláusulas de partilha de economias na obra do estádio

Destaque A Arena Corinthians, em Itaquera Divulgação / Corinthians A Arena Corinthians, em Itaquera
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O Corinthians publicou nota oficial nesta quarta-feira em que afirma que o clube é "vítima de ato ilícito e/ou danoso". A publicação, assinada pelo presidente corintiano Roberto de Andrade, é motivada pela revelação de que o arquiteto Jorge Borja, contratado pelo Corinthians para fiscalizar a obra da Arena, defendeu a contratação da empresa Temon Instalações.

A Temon é uma das duas empresas que assinaram contratos com a Odebrecht com cláusulas prevendo a partilha de possíveis economias na obra. A empreiteira afirma que o clube paulista participou de todas as contratações e sabia da presença dessas condições nos acordos. A Odebrecht e a Temon garantem que não houve sobras nos serviços prestados.

Em e-mail ao ex-vice-presidente corintiano Luis Paulo Rosenberg em maio de 2012, Borja indica a contratação da Temon, que viria a assinar contrato uma semana depois. Outra concorrente havia feito proposta R$ 2.263.913,50 mais barata. Fiscal do Corinthians, Borja também recebeu por serviços prestados à Odebrecht durante a obra.

Confira a íntegra da nota:

Eu, como Presidente do Corinthians, em relação à matéria veiculada em 14/11/16 no GloboEsporte e Globo.com, venho por meio desta ressaltar que:
Tais fatos, assim como colocado em anterior Nota Oficial do Clube, são graves e, só a "combinação" entre a construtora e fornecedores desta, já demonstram, no mínimo, sério descumprimento contratual, motivo pelo qual possível superfaturamento já havia sido citado em Nota Oficial anterior.
O fato de um fiscal contratado pelo Clube concordar com algo tão absurdo afasta exatamente o objetivo principal do seu trabalho, ou seja, fazer com que a construção da Arena fosse realizada de acordo com o contratado e os princípios da boa-fé.
Tal fato, divisão de percentuais de valores entre a Odebrecht e seus fornecedores citados, com a aceitação do fiscal do Corinthians, além do afirmado pelo engenheiro da construtora Ricardo Corregio, que o clube sabia de tudo e concordava, não podem ser aceitos, pois se contratado do clube se uniu com prestador de serviços deste para lesá-lo, isto faz a instituição (Corinthians) vítima de ato ilícito e/ou danoso por parte de todos que participaram, devendo cada um ser responsabilizado pelos suas condutas praticadas.
Da mesma forma, ao afirmarem que se trata de "prática normal de mercado", esqueceram-se do mais básico: existe um terceiro que paga a conta, o aqui prejudicado, o Sport Club Corinthians Paulista.
De acordo com o veiculado na própria matéria, o Aditivo Contratual de 29 de Novembro de 2011 teve na sua Cláusula 2.3 a "inserção do novo item 14.4.2" no Contrato de Construção do Estádio, exatamente para definir a conta corrente de itens de "Verbas Orçamentárias".
Esta Cláusula foi colocada para regular com clareza possíveis gastos adicionais em relação a valores que foram definidos em orçamento feito, diga-se, pela construtora, e ao mesmo tempo, quanto a outros em que se gastasse menos. Uma conta corrente!
Por fim, ratifico que tais fatos são muito negativos em relação à conduta, principalmente, da construtora, que os mesmos já faziam parte dos levantamentos feitos pela Auditoria Geral da Obra da Arena Corinthians, e que maior aprofundamento ainda está sendo feito nestes trabalhos, no Brasil e no exterior.


Roberto de Andrade

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