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Brasileirão 2016 tem mais tempo de bola rolando e mais faltas

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 A média de cartões amarelos por jogo caiu de 4,8 no ano passado para 4,46 e o de vermelhos, de 0,29 para 0,22, na atual temporada

Destaque Brasileirão 2016 tem mais tempo de bola rolando e mais faltas Cesar Greco/Ag. Palmeiras
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Já em sua reta final, o Campeonato Brasileiro começa a ter os seus números estudados. Com arbitragem polêmica durante toda a sua extensão, a competição teve um tempo maior de bola rolando, menos cartões e mais faltas marcadas com relação a 2015. As informações são do Leonardo Gaciba, comentarista do canal Sportv.

De acordo com o estudo feito pelo ex-árbitro, a média de cartões amarelos por jogo caiu de 4,8 no ano passado para 4,46 e o de vermelhos de 0,29 para 0,22, em 2016. Por outro lado, mais faltas foram marcadas, passando de 28,5 registradas no ano passado para 30,7 por partida.

O tempo considerado como referência para um bom jogo de futebol é de 60 minutos de bola rolando. O Brasileirão de 2016 registrou, até a 34ª rodada, 84 partidas com índice acima, o que significa um bom aumento, com relação aos 21 confrontos de 2014 e os 51 de 2015. Apesar desta melhora, o tempo médio ainda está abaixo do mínimo previsto pela Fifa: 54min58s.

Desde a adoção do sistema de pontos corridos no campeonato, em 2003, a partida que mais teve tempo de bola rolando foi Santa Cruz e Flamengo, realizada este ano, no Arruda, e vencida pelos cariocas por 1 a 0: foram 73min17s de bola em jogo.

“Muitas pessoas acham que marcar menos faltas significa ter mais bola rolando. E o Brasileiro de hoje tem mais tempo de bola rolando e um número maior de faltas em relação ao ano passado (...) Tem árbitro confundindo as coisas, achando que deixar o jogo andar, deixar a bola rolar, marcar menos faltas passa a ter uma boa arbitragem. O que não é verdade. O árbitro bom é o camaleão. É aquele que se adapta ao jogo. O árbitro é um coadjuvante. Tem que se adaptar ao que o jogo está pedindo”, afirmou Gaciba.

A pesquisa ainda apontou que 25% dos cartões foram aplicados em um momento em que a bola estava parada. Destes, 207 foram mostrados por reclamações, 89 pela tentativa de retardar o reinício do jogo e 82 por atitude antidesportiva (como discussões).

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