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Polícia pede a prisão de dois malaios por fraude no futebol brasileiro

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Jawahir Saliman e Zulfika Bin Mohd Sultan são os líderes da quadrilha que manipulava torneios de divisões inferiores em SP, no Norte e Nordeste

Destaque Polícia pede a prisão de dois malaios por fraude no futebol brasileiro Reprodução
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Quatro pessoas, entre elas dois estrangeiros, tiveram suas prisões preventivas solicitadas pela Polícia Civil de São Paulo por estarem envolvidas em esquema de manipulação de resultados no futebol brasileiro.

Os malaios Jawahir Saliman e Zulfika Bin Mohd Sultan, líderes da quadrilha internacional, e os cariocas Anderson Rodrigues e Thiago Coutinho, que estão foragidos desde julho, quando a operação Game Over foi deflagrada e prendeu de maneira temporária outros nove acusados. Todos já foram liberados após prestarem depoimentos.

A polícia concluiu seu inquérito no começo de outubro e agora aguarda um parecer do Ministério Público antes de o juiz Ulisses Pascolati Júnior, do Juizado do Torcedor, analisar o caso. Os suspeitos foram acusados de fraude em resultados esportivos e formação de quadrilha, crimes que podem somar penas superiores a 10 anos.

Caso o juiz decrete a prisão dos envolvidos, os investigadores responsáveis pelo caso também já solicitaram que a Interpol emita um alerta vermelho na busca por Saliman e Sultan.

Em agosto, a polícia conseguiu identificar os dois malaios através da delação premiada do ex-jogador Márcio Souza. Ele atuou no futebol indonésio e é apontado como a pessoa que faz a ligação entre os criminosos asiáticos e a parte brasileira da operação ilegal.

A organização focava principalmente em partida de torneios de divisões inferiores em São Paulo e no Norte e Nordeste, além de competições de base. Para conseguir definir os placares, os integrantes da quadrilha aliciavam técnicos, jogadores e dirigentes oferecendo dinheiro vivo como pagamento pela manipulação.

Os empresários Carlos Rabelo, Wanderley Cordeiro e Wanderley Cordeiro Júnior, os ex-jogadores Rodrigo Guerra, Márcio Souza e Carlos Luna, o treinador Marcos Ferrari e o dirigente Jefferson "Viola" também foram indiciados.

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