Auxílio de vídeo aos árbitros só será utilizado pela CBF em 2017 }

Auxílio de vídeo aos árbitros só será utilizado pela CBF em 2017

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A entidade investiu R$ 15 milhões na tecnologia, mas o processo de implementação no Campeonato Brasileiro será demorado

Destaque Auxílio de vídeo aos árbitros só será utilizado pela CBF em 2017 Divulgação/Fifa
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Após uma semana marcada por várias polêmicas da arbitragem, com suspeita de interferência externa em decisão do Fla-Flu e erros nas partidas de Palmeiras e Atlético-MG, a discussão sobre o uso de vídeos para auxiliar juízes nos jogos do Campeonato Brasileiro foram reacendidas. No entanto, o recurso ainda está longe de poder ser utilizado pela CBF, apesar do alto investimento.

A entidade criou um grupo de estudos para debater o tema e pensar como a tecnologia será utilizada, com um custo de R$ 15 milhões. Porém, auxílio do vídeo aos árbitros em lances decisivos só deverá ser utilizado na metade final de 2017.

"Por nós, já estaríamos com o recurso em maio deste ano, mas a Fifa não autorizou. E sabemos que não é nada simples. Há um cronograma a se cumprir. Estamos nos esforçando e com uma boa equipe trabalhando muito", explicou o coordenador da CBF para a arbitragem em vídeo, Sérgio Corrêa.

O alto valor investido, que pode chegar até a R$ 20 milhões, é justificado pela sistema próprio que a CBF terá sem depender de emissoras de TV que estejam transmitindo o jogo.

"Os valores realmente são bem altos. Estamos nos estruturando, mas os equipamentos formam um grande problema. São quase seis meses até que eles estejam aqui conosco. Ainda temos que testar tudo. A ideia é já ter isso em funcionamento em agosto do próximo ano, cumprindo todos os protocolos que a Fifa pede, e iniciando já nos campeonatos mais importantes", completou o dirigente.

A aprovação da Fifa para os testes já existe e o equipamento está em mãos, mas a metodologia para a implantação da tecnologia é o que está segurando o início do uso do recurso.

"Teremos que preparar ao menos 30 operadores de replay nossos, treinar, viajar por todo o país fazendo treinamento e explicando todo o processo. Não é simples e rápido. Não são equipamentos baratos, o investimento é realmente alto. E ainda temos seminários, conferências, workshops, viagens e relatórios periódicos que enviamos para eles", detalhou Sérgio Corrêa.

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