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Proposta de novo estatuto do São Paulo tem presidente remunerado

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O mandato passaria de três para quatro anos de duração, sem direito a reeleição. Um Conselho Administrativo também seria criado

Destaque Proposta de novo estatuto do São Paulo tem presidente remunerado Divulgação/São Paulo FC
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A proposta de mudança do estatuto do São Paulo foi disponibilizada pelo clube nesta terça-feira (11). Definido após sugestões de conselheiros e sócios, o documento traz várias mudanças na estrutura tricolor.

A principal alteração seria a adoção de um salário para o presidente do clube, com mandato passando de três para quatro anos de duração, sem direito a reeleição. O texto também libera a utilização de um terceiro uniforme, além da criação de um Conselho Administrativo.

O estatuto também serviria para ratificar 1930 como o ano oficial da fundação do clube, destacando 1935 como período de volta às atividades. O texto também cita a criação de diretorias executivas com cargos remunerados e o fim das vice-presidências, ocupadas por conselheiros e não remunerados.

O processo da reforma estatuária foi iniciada pelo São Paulo em agosto, quando o clube aprovou a criação de um novo texto e a ratificação das medidas tomadas desde 2003. A medida teve no presidente Carlos Augusto de Barros e Silva um grande apoiador.

A partir de agora, a comissão de sistematização passa o projeto ao Conselho Deliberativo, que receberá emendas num prazo de dez dias. Logo depois, a comissão vai mais dez dias para analisar as emendas, inserindo as propostas ou rejeitando-as, de forma justificada. Só aí a reforma será votada no Conselho e depois pelos sócios.

Confira algumas das propostas do novo estatuto do São Paulo:

  • Ratifica a data de 25 de janeiro de 1930 como fundação e início das atividades do São Paulo
  • Eleições na segunda quinzena de novembro para o Conselho Deliberativo e na primeira quinzena de dezembro para presidente e vice-presidente da diretoria. Atualmente, a eleição acontece em abril e gera críticas porque atrapalharia o planejamento
  • Aumento no número de conselheiros de 240 para 260, sendo 100 Eleitos (antes eram 80) e 160 Vitalícios
  • Exclusão do membro do Conselho Deliberativo que não comparecer a um número mínimo de reuniões
  • Eleição do presidente e também do vice-presidente da diretoria para mandato de quatro anos, sem reeleição
  • Possibilidade de separação do futebol profissional da parte social
  • Eleição para o Conselho Fiscal e exigência de requisitos mínimos para integrar o órgão
  • Criação do Conselho de Administração, como órgão de deliberação colegiada com nove membros: presidente e vice, dois membros indicados pelo Conselho Deliberativo, um membro do Conselho Consultivo e quatro indicados pelo presidente, sendo três deles independentes
  • Possibilidade de remuneração para membros do Conselho de Administração
  • Requisitos e remuneração para a diretoria executiva
  • Permissão de criação do uniforme 3, limitando o uso para dez jogos por ano. Atualmente, libera apenas a criação de uniforme comemorativo
  • Disposições transitórias: os mandatos atuais permanecem vigentes, sendo que excepcionalmente o presidente e vice eleitos empossados em abril de 2017 cumprirão seu mandato até o final de 2020
  • Os atuais membros do Conselho Deliberativo excepcionalmente também cumprirão seus mandatos até o final de 2020
Alterado: Terça, 11 Outubro 2016 19:11

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