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Inquérito policial aponta detalhes da invasão ao CT do São Paulo

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O documento desmente algumas afirmações da oposição tricolor e aponta possível erro no esquema de segurança da Polícia Militar

Destaque Inquérito policial aponta detalhes da invasão ao CT do São Paulo Reprodução/TV Record
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Como resultado da invasão ao CT da Barra Funda, no dia 27 de agosto, a Justiça resolveu bloquear os bens de líderes da Independente e da Dragões da Real, principais torcidas do São Paulo. A atitude foi tomada por conta do resultado das investigações feitas pela Polícia Civil, que mostraram a extensão dos danos causados ao patrimônio do clube, o clima de medo, as agressões e uma possível falha da Polícia Militar, de acordo com o portal Uol, que teve acesso ao inquérito.

De acordo com os registros da investigação, o São Paulo entrou em contato com a PM, pedindo segurança especial mediante ao risco iminente de problemas. José Carlos dos Santos, diretor de futebol do Tricolor, enviou um e-mail solicitando "o imprescindível apoio da Polícia Militar – Choque para evitar ocorrências que possam afetar a Ordem Pública, ocasionando desordens, tumultos e outros ilícitos, colocando em risco a integridade física (...) além de causar danos ao patrimônio público e privado". A corporação confirma o recebimento.

No dia 27, dois tenentes do Choque chegaram ao CT às 9h, participaram de uma reunião, em que receberam o informações sobre o protesto, a organizada e seus líderes. No entanto, os policiais deixaram o Centro de Treinamento logo depois e só retornaram ao final da confusão.

Outro ponto destacado no inquérito é o arrombamento do portão do CT são-paulino. De acordo com laudo pericial, o portão foi aberto através do emprego de força excessiva, inclusive ficando com marcas das mãos dos torcedores. O motor foi danificado, e este é um dos motivos dos bloqueios de bens dos torcedores.

A versão da polícia desmente líderes da oposição do São Paulo que afirmaram que o clube abriu os portões de propósito para as organizadas.

Assim que o portão foi aberto, cerca de 1.500 pessoas (dados da PM), entraram no local. Um dos seguranças do clube relatou em depoimento que foi chutado pelos invasores e outro foi carregado pela multidão.

Ao cercarem os jogadores do elenco, Carlinhos foi agredido com socos na nuca e nas costas, Wesley estapeado, Michel Bastos recebeu tapas por trás. Membros da comissão técnica eceberam vários pisões nos pés e chutes na região dos calcanhares.

Apesar das agressões, os três jogadores do São Paulo se recusaram a prestar queixa e não deram depoimentos à polícia. Sem falar nada sobre o caso até o momento, Carlinhos, Wesley e Michel Bastos estariam com medo de represálias.

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