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Em ação no STJD, Santos acusa árbitro de fraudar súmula

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Clube paulista questiona arbitragem de Rodrigo Batista Raposo, que expulsou Lucas Lima por retardar o início de jogo

Destaque Dorival à beira do gramado Divulgação / Santos Dorival à beira do gramado
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O Santos encaminhou ao STJD ação contra a arbitragem da partida diante do Internacional, pela 23ª rodada do Brasileiro, em que Lucas Lima foi expulso aos 45 minutos do primeiro tempo por retardar o início do jogo. A partida foi comandada pelo árbitro Rodrigo Batista Raposo (DF/ASP-Fifa).

Insatisfeito com a representação, na qual cita fraude na súmula e abuso em relação a outros santistas, o presidente santista, Modesto Roma Jr., encontrou-se com Marco Polo Del Nero, presidente da CBF, para discutir o assunto. Del Nero prometeu tomar providências.

Em sua representação, o Santos requere a avaliação técnica da partida, "com atenção especial para a análise das advertências [cartões amarelos] ao atleta Lucas Lima…"

Acompanha o requerimento um segundo documento que argumenta que "a descrição dos fatos em súmula não corresponde à realidade do ocorrido".

De acordo com o Santos, uma análise de vídeo, que também foi encaminhado à CBF pelo clube, "demonstra claramente que o atleta não retardou o reinício da partida".

"O [atleta] havia sofrido falta [no primeiro amarelo]. Ao se levantar, se dirigiu à lateral de campo para receber o passe. Como o cobrador da falta se recusou a efetuar o passe curto, o mesmo se dirigiu à bola pois tentaria um lançamento. Com seu colega de equipe marcado, desistiu do lançamento e cobraria curto, quando então foi advertido pelo árbitro… É possível perceber [pelo vídeo] que entre o apito do árbitro para cobrança de falta e a aplicação do cartão se passaram meros e irrisórios 10 segundos".

A respeito do segundo cartão amarelo, por "conduta antidesportiva ao retardar o reinício da partida no momento que colocou a bola no quarto de círculo e se posicionou para executar o tiro de canto e em seguida deixou a cobrança para seu companheiro", o clube paulista também nega a versão do árbitro. "Novamente, entre o posicionamento da bola no quarto círculo e a apresentação do segundo amarelo, se passaram 9 segundos".

Os questionamentos do Peixe não se limitam à expulsão de Lucas Lima. "O árbitro não só agiu de maneira abusiva com vários atletas da equipe do Santos F.C., como também pretendia determinar quem deveria ser o cobrador de faltas e escanteios por parte da equipe visitante. Além disso, fraudou a súmula, ao tentar justificar sua abusiva conduta com relatos distantes da realidade, infringindo em duas infrações disciplinadas no CBJD."

Caso as acusações do Santos sejam acatadas, as penas cabíveis são de suspensão de 30 a 360 dias, com possível multa entre R$ 100 e R$ 1.000 (por deturpar fatos ocorridos); e suspensão de 15 a 180 dias, com possível multa entre R$ 100 e R$ 1.000 (por prática de abuso de autoridade).

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