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Neto nega ter raiva de responsáveis por tragédia da Chape

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"Nós estávamos tranquilos, mas não tenho raiva do que o piloto fez", disse o zagueiro sobrevivente

Destaque Neto nega ter raiva de responsáveis por tragédia da Chape Divulgação/Chapecoense
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O zagueiro Neto, da Chapecoense, segue em recuperação das lesões que sofreu por conta do trágico acidente que matou 71 pessoas que estavam a bordo do avião da LaMia, no dia 29 de novembro, na Colômbia. No entanto, o jogador mostra muita lucidez ao falar sobre o assunto. Nesta terça-feira (10), ele afirmou não ter raiva dos responsáveis pela queda do avião que levava a delegação do time catarinense para Medellín.

"Eu tenho coragem para conseguir seguir em frente. Não tenho raiva de ninguém. O que aconteceu foi uma loucura. Eu me lembro muito bem o que aconteceu no avião. Nós estávamos tranquilos, mas não tenho raiva do que o piloto fez. Eu consigo entender que a vida não é só isso para cada um de nós. A vida é curta, passa rápido", declarou o zagueiro Neto.

Mais uma vez, o zagueiro falou sobre o carinho que vem recebendo, inclusive, de ex-companheiros pelos times que passou. Ele ainda falou sobre a importância da religião e agradeceu por estar vivo.

"A maioria dos jogadores que atuaram comigo mandou muitas mensagens. Não consegui nem responder a todos. É bacana sentir este carinho. Querem me ver de perto e me veem como uma pessoa especial. Tento seguir com gratidão a Deus por estar aqui. Todos que estavam aqui eram especiais. Me sinto privilegiado por Deus ter dado um tempo a mais para mim", afirmou.

Neto se disse estimulado a pensar sobre o significado que tem para a reconstrução da Chapecoense, porém, disse ainda não conseguir mensurar.

"Ainda não consigo ter este parâmetro do que eu represento para o clube. Estou aqui há dois anos e fui importante para o clube com conquistas, com atuações em jogos difíceis. Mas o que eu estou passando ainda é muito novo para mim. (As pessoas) dizem que eu represento todos que se foram, jogadores, comissão técnica, diretoria. Eu sinto isso também. O que eu posso fazer é passar força quando os que ficaram se sentirem desanimados. Mas ainda não sei o que eu represento. Sempre me senti importante para o clube lá dentro de campo, no vestiário, mas neste momento ainda não sei dimensionar", completou.

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