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Copa com 48 seleções aumentará receita da FIFA e poder de Infantino

por   em Editorial

Ampliação do número de times no Mundial é apenas questão de tempo para acontecer em ideias da FIFA que deixam o futebol de lado por poder e dinheiro

Destaque Copa com 48 seleções aumentará receita da FIFA e poder de Infantino Reprodução/Twitter
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O aumento do número de seleções na Copa do Mundo a partir do Mundial de 2026 não é apenas uma possibilidade e sim uma realidade. Na próxima semana, a FIFA deve realizar reuniões para começar a discutir o tema entre as federações, mas a pressão exercida pelo presidente da FIFA, Gianni Infantino, para a ampliação no número de participantes é grande.

O interesse do presidente da FIFA pode ser explicado com apenas duas palavras: poder e dinheiro. Para ser eleito presidente da entidade, Infantino utilizou o aumento no número de seleções na Copa como uma de suas promessas de campanha.

Com apoio dos países da África e da Ásia, o atual presidente ganhou as eleições e agora tenta colocar em prática o que havia sinalizado em época de campanha. O interesse, no entanto, não é apenas cumprir com a sua palavra dada às federações. O dinheiro também fala alto para Infantino e para a FIFA que mesmo quebrando o recorde de arrecadação na Copa do Mundo no Brasil em 2014 visa um lucro ainda maior com o evento sempre que possível.

A expectativa da entidade é obter uma renda de 6,5 bilhões de dólares caso o Mundial passe a contar com 48 seleções (atualmente são 32), cerca de 25% a mais do que o lucro obtido no Brasil que ficaram livre dos impostos.

Obviamente que os lucros também aumentarão, mas ele seria apenas 15% maior do que em relação a 2014, segundo informações do jornal “O Estado de São Paulo”. O aumento do lucro então ficaria em torno de 600 milhões de dólares, um valor considerável para a entidade que há 10 anos atrás teve grandes problemas financeiros após a declaração de falência da ISL, empresa que intermediava as negociações dos direitos de imagem dos eventos da FIFA.

Ou seja, com mais dinheiro entrando em caixa e o apoio das federações, Infantino encaminhará a sua reeleição na entidade, salve nenhuma grande surpresa surja nos próximos meses.

O último grande obstáculo para o presidente da FIFA, que deve ser facilmente contornado pelo dirigente, é a oposição da Associação de Clubes Europeus que não quer uma extensão do calendário do Mundial. Para garantir o apoio europeu, de onde vem cerca de 80% do fluxo do seu dinheiro a entidade fez promessas de que o calendário internacional não vai mudar. Além disso, os europeus ainda passariam a ter 15 seleções no Mundial, contra 13 no modelo atual.

Se antes o presidente falava em aumentar também o calendário da competição, com uma Pré-Copa do Mundo, no estilo dos playoffs da Champions League no país onde seria disputado o Mundial, agora o dirigente já muda o discurso e fala em manter o calendário atual. A mudança ficaria então na primeira fase, onde teria um aumento no número de grupos que teriam apenas 3 seleções cada (atualmente são 4 times por grupo).

Inteligente, Infantino vai conseguindo conciliar todos os interesses, assim como seus antecessores João Havelange e Joseph Blatter fizeram. Pensando apenas no dinheiro, nos lucros e nas relações comerciais, a FIFA joga cada vez mais para escanteio o que realmente importa em uma Copa do Mundo: o futebol.

Alterado: Sexta, 06 Janeiro 2017 16:39

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