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Sem Cuca, o Palmeiras perde mais do que um técnico para 2017

por   em Editorial

Em sua curta passagem no Verdão, o treinador mostrou sua capacidade de montar um time vencedor, mas também paixão pelo clube

Destaque Sem Cuca, o Palmeiras perde mais do que um técnico para 2017 Cesar Greco/Ag. Palmeiras
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O que todo palmeirense temia realmente aconteceu. No final da tarde de quarta-feira (30), Cuca anunciou que vai deixar o Alviverde para cuidar de sua família. Com isso, a diretoria encabeçada pelo novo presidente Maurício Galiotte terá a difícil missão de escolher um substituto a altura do treinador, que mostrou, não só conhecimento tático, mas paixão pelo time verde.

Como jogador, Cuca atuou pelo Palmeiras em 1992. Meia habilidoso, conquistou a torcida com a característica comemoração de gols simulando uma faixa no peito. Ao final do ano, no entanto, não conseguiu, junto com a recém-criada parceria entre Verdão e Parmalat, o título brasileiro.

Eis que em 2016, ele voltasse a receber uma chance de reparar o que não havia conseguido 24 anos antes. Depois da demissão de Marcelo Oliveira, que, apesar de ter conquistado a Copa do Brasil em 2015, não tinha conseguido tirar proveito máximo do melhor elenco do futebol brasileiro.

Assumiu, foi eliminado do Paulistão e da Libertadores, mas prometeu o Campeonato Brasileiro. Oito meses depois, cumpriu o que havia dito e trouxe o nono título nacional.

Depois de deixar a China, a ideia de Cuca não era trabalhar em 2016, porém, o convite de seu time do coração e a apresentação de um projeto a curto prazo fizeram com que ele fosse convencido a assumir o Palmeiras. Como ele explicou ao anunciar a sua saída do clube.

“É uma escolha difícil, mas que eu tive que fazer. Na verdade, como sempre disse, não era nem para eu ter vindo neste ano. Ia me dedicar apenas à minha família em 2016, mas fui convencido pelo Alexandre Mattos, pelo presidente, pelo projeto que foi apresentado a mim e, claro, pelo meu amor ao Palmeiras. Torço desde criança, nunca escondi isso de ninguém, e domingo (27) acabei sendo campeão duas vezes: como treinador e como torcedor. Saio do Palmeiras muito feliz e com a missão cumprida”, afirmou.

Com a saída de Cuca, o Palmeiras perde um técnico e um torcedor à beira do campo. Nos tempos de um futebol comercializado e focado no negócio, sua história no clube ganha mais importância ainda.

Ele não teve o tempo necessário, mas começava a construir uma relação parecida com a que Tite tem com o Corinthians.

Por hora, o palmeirense terá como alento as palavras finais de Cuca: “Tenho certeza de que voltarei um dia para continuar a minha história no clube”. E, professor, pode ter certeza também de que a torcida alviverde vai te acolher de braços abertos.

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