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A Chapecoense é gigante na Copa Sul-Americana

por   em Editorial

Em cenário impensável há poucos anos atrás, o Verdão do Oeste está na final do segundo torneio mais importante de clubes do continente

Destaque A Chapecoense é gigante na Copa Sul-Americana Divulgação/Chapecoense
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“É impossível”, eles diriam. No final, foi possível e muito merecido! A Chapecoense está na final da Copa Sul-Americana. A vaga veio com o empate em 0 a 0, diante do San Lorenzo, na Arena Condá, com mais de 17 mil torcedores presentes nas arquibancadas. No primeiro jogo das semis, em Buenos Aires, o resultado havia sido 1 a 1.

O cenário atual seria impensável há muito pouco tempo atrás. O Verdão do Oeste ganhou notoriedade no cenário brasileiro em 2013, quando sacramentou a sua chegada à elite nacional em seis anos de uma ascensão meteórica. Antes afundado em dívidas, o clube foi assumido por empresários de Chapecó que se prontificaram a ajeitar a situação ruim.

A Chapecoense é a prova do que uma boa administração pode fazer no futebol. Um clube considerado pequeno, com o apoio de uma cidade de apenas 200 mil habitantes vem se mantendo na primeira divisão nacional desde 2014 sem passar qualquer tipo de susto com relação a um possível rebaixamento e agora conseguiu chegar à decisão do segundo torneio de clubes mais importante do continente.

Uma situação que corrobora com a tese de que o trabalho em Chapecó está sendo bem feito, é o fato de o clube ter sido capaz de pagar o 14º salário a todos os seus funcionários, em fevereiro deste ano. Em tempos de crise, não é normal ver um clube de futebol brasileiro valorizando os profissionais que dão o alicerce para que os jogadores correspondam em campo.

“Os atletas sempre têm a premiação pela permanência na Série A. Já os funcionários que são mais ligados ao futebol, que são os casos dos roupeiros, cozinheiras, pessoal que cuida do campo, fisioterapeutas, enfim, todo mundo de apoio imediato, que são cerca de 60 pessoas, sempre participam desta premiação. Além disso, temos aproximadamente mais 65 profissionais no clube, que é o pessoal da parte administrativa, das categorias de base e que não recebiam esse bônus. Daí, para reconhecer o trabalho destas pessoas e toda a importância que eles têm no processo, a gente conseguiu pagar o 14º salário referente a 2014/2015. Nós pegamos os 24 meses, e quem trabalhou durante esse período ganhou salário integral, enquanto quem trabalhou 12 meses ganhou a metade. Essa é uma maneira de reconhecimento, já que temos o lema que, do roupeiro ao presidente, todos temos o mesmo objetivo. Sendo assim, se todos fizerem o seu papel, o clube vai crescer. Também já lançamos o outro desafio. Se a Chapecoense permanecer em 2016, no que vem todo mundo recebe novamente”, explicou o presidente do clube, Sandro Pallaoro, à época.

Dentro de campo, a equipe também vem correspondendo. Uma das características que chama a atenção é a melhora na defesa desde que Caio Júnior assumiu. Já são quatro jogos sem sofrer gols.

Diante do San Lorenzo, a organização do grupo foi surpreendente. Com a vantagem de poder empatar sem gols, o time soube suportar a pressão dos argentinos e passou a maior parte do tempo sem sustos. Já na base do abafa, o time do papa conseguiu chegar no final da partida. Mas, quando o sistema defensivo vacilou, o goleiro Danilo fez milagre ao evitar que o chute de Blandi, na pequena área, no último minuto, entrasse no gol.

O adversário da Chape na decisão da Copa Sul-Americana será definido em confronto nesta quinta entre Atlético Nacional e Cerro Porteño. O jogo de volta acontece na Colômbia e o atual campeão da Copa Libertadores tem a mesma vantagem dos brasileiros, de poder empatar sem gols para avançar.

Seja quem for, é importante entrar na final ligado, pois a Chapecoense é um gigante na Copa Sul-Americana.

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