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Copa do Brasil contempla os times menos cansados mentalmente

por   em Editorial

Brigando por posições mais baixas no Brasileirão, Inter e Cruzeiro sucumbiram ao desgaste emocional da luta contra o rebaixamento

Destaque Copa do Brasil contempla os times menos cansados mentalmente Bruno Cantini/CAM
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A lógica prevaleceu. Atlético-MG e Grêmio têm times melhores e mereceram chegar à final da Copa do Brasil. Os confrontos diante de Internacional e Cruzeiro mostraram a superioridade do Galo e do Tricolor Gaúcho com relação aos seus adversários não na questão técnica, mas com relação ao lado emocional.

Na disputa do Campeonato Brasileiro, o Atlético-MG é o atual quarto colocado, a sete pontos do líder Palmeiras, e brigando com Santos e Flamengo pelo G-3 e uma consequente vaga direta na fase de grupos da Libertadores. O Grêmio, por sua vez, começou bem a competição e caiu muito de produção sob o comando de Roger Machado. Na oitava colocação, o time de Renato Portaluppi resolveu priorizar a Copa do Brasil, mas também poderá chegar ao torneio continental através do Brasileirão, já que está a apenas dois pontos do Atlético-PR, time que abre o G-6.

A situação dos dois clubes eliminados na noite de quarta-feira (2) é bem diferente. Em situação mais confortável no momento, o Cruzeiro está no 13º posto da tabela do Campeonato Brasileiro, a cinco pontos do Vitória, equipe que abre a zona de rebaixamento. No entanto, a recuperação na classificação só veio após a chegada de Mano Menezes, que conseguiu tirar a Raposa do Z-4, dando um padrão de jogo que Paulo Bento e David não conseguiram anteriormente.

O Internacional está em situação mais complicada. Atual 16º colocado, o time de Celso Roth vinha disputando a Copa do Brasil com times mistos ou totalmente reservas para focar na luta contra o descenso. Com apenas dois pontos a mais que o Vitória, a equipe colorada ainda corre risco de ser rebaixada e precisa ainda confirmar a sua permanência na Série A nos últimos cincos jogos do campeonato.

Já em novembro, depois de uma temporada longa e de muito desgaste, é natural que dois clubes que lutaram nas posições mais baixas da tabela do Brasileirão estejam mais esgotados. A situação ficou mais evidente na semana passada, com as derrotas em casa de Cruzeiro e Inter.

Sem ter muito apreço pela lógica, a Copa do Brasil acabou contemplando-a nas semifinais. A decisão, que será realizada nos dias 23 e 30 de novembro, mostrará o confronto entre o poderio ofensivo do Atlético-MG de Marcelo Oliveira, com Robinho, Pratto, Cazares, Otero e companhia, e as linhas equilibradas e organização tática do Grêmio de Renato Portaluppi.

Em sua segunda final consecutiva e a quinta nos últimos seis anos, o comandante do Galo se credencia como um dos treinadores mais copeiros da história e tenta realizar um feito inédito, com a conquista do bicampeonato da competição em anos seguidos. Na temporada passada, levou o Palmeiras à conquista taça depois de finais eletrizantes contra o Santos, com direito a gol de pênalti de Fernando Prass.

Do lado gaúcho, Renato se credencia pelo seu status de ídolo tricolor. Com bom poder de motivação, ele conseguiu resgatar a confiança de seus jogadores e melhorou o rendimento do time mantendo as mesmas peças como titulares.

A lógica até pode pender para o lado mineiro, mas a Copa do Brasil nem sempre preza muito por ela.

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