O desapego da Seleção }

O desapego da Seleção

por   em Editorial

Mais difícil do que recuperar o prestígio no campo, Dunga tem que fazer o povo amar, de novo, a Seleção Brasileira.

Destaque O desapego da Seleção Mateus Pereira/GOVBA
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Já foi o tempo que o torcedor brasileiro amava a Seleção Brasileira. Qualquer jogo do selecionado brasileiro era uma festa. Todo mundo dava seu jeito de assistir, fosse no trabalho, em casa, na aula, qualquer um arrumava uma TV para dar uma espiada na partida.

Alguns dias antes do jogo a empolgação já tomava conta. Quem será que seria convocado? Será que o artilheiro do Brasileirão seria chamado? Quem sabe aquele goleiro que está há seis jogos sem sofrer gol?

Obviamente que nem sempre só os melhores eram chamados. Todo, absolutamente todo técnico tem seus jogadores preferidos, aquele homem de confiança ou um agregador do grupo. E sabemos que esse jogador é importante, mesmo que não seja craque.

Atualmente o que se vê é o contrário disso. Nem todo jogador que esteja bem será convocado. O cara pode estar “comendo a bola”, mas se não fizer parte da panelinha, não será chamado. Maior exemplo disso é a última lista da Seleção Brasileira. Para o gol foram chamados: Alisson, do Internacional, Marcelo Grohe, do Grêmio, e Diego Alves, do Valencia. Nada pessoal contra nenhum dos três goleiros. A escola gaúcha de arqueiros é excelente e os representantes da dupla Grenal merecem, sem dúvida, a convocação.

O problema é com Diego Alves. Ele é bom goleiro, sem dúvida, mas não é, nem de longe, a melhor opção. Também tem o fato de ele estar voltando de lesão, estar sem ritmo de jogo. E isso, para um goleiro, faz toda a diferença. Cito, sem medo de errar, no mínimo, três nomes que seriam melhor opção que ele. Neto, da Juventus, Victor, do Atlético-MG, e Weverton, do Atlético-PR.

Os três vêm fazendo bons jogos há algum tempo. Lógico que eles têm algumas falhas, mas isso é normal, é do jogo. Victor até já teve suas chances na Seleção. Neto também. Weverton ainda não. E ele é o melhor dos três.

Talvez seja o time que o atrapalhe. O Atlético-PR não está sempre nas primeiras posições dos campeonatos e a sua torcida não é tão numerosa quanto à dos times paulistas e cariocas. Talvez o empresário dele não esteja no circuito de nomes próximos a CBF. Só quem pode nos responder isso seria Dunga. Mas ele não vai. O coordenador da Seleção, Gilmar Rinaldi, já foi empresário de jogadores no passado. Não se pode afirmar que leve para a Seleção jogadores que já foram seus clientes, apenas por este motivo. Mas não pega bem.

Esse, aliás, é outro ponto a ser discutido. É inegável que existem empresários próximos aos cartolas da CBF. E eles fazem muito lobby. E todos aqui sabemos dos esquemas de corrupção que ronda a CBF. A Confederação Brasileira de Futebol é assolada por escândalos atrás de escândalos. É preciso uma revitalização de dirigentes para que possamos passar a voltar a amar a Seleção.

Aos envolvidos com o futebol, fica o pedido: Por favor, não deixem morrer a Seleção!

Alterado: Terça, 08 Março 2016 13:25

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