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O. de Oliveira e os problemas na presidência do Corinthians

por   em Editorial

Para reparar seu erro na contratação de Cristóvão Borges, Roberto de Andrade assumiu a responsabilidade pela chegada do novo técnico

Destaque O. de Oliveira e os problemas na presidência do Corinthians Williams Aguiar/Sport Club do Recife
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A contratação de Oswaldo de Oliveira para a sua terceira passagem pelo Corinthians já vai começar cheia de desconfiança. Nos bastidores do Parque São Jorge, a decisão do presidente Roberto de Andrade de contratar o treinador campeão do mundo pelo Timão, em 2000, está sendo muito questionada e classificada como arbitrária.

De acordo com o blog da jornalista Gabriela Moreira, da ESPN, o responsável pela reposição da vaga de técnico após a saída de Tite para a Seleção Brasileira foi Andrés Sanchez. O ex-mandatário continua muito influente nos bastidores do clube e ele se decidiu por Cristóvão Borges.

O panorama mudou de figura após a derrota do Corinthians no clássico diante do Palmeiras, no Itaquerão. Muito xingado pelos torcedores presentes, Roberto de Andrade resolveu chamar a responsabilidade para si, de modo que fosse responsabilizado somente por decisões que ele mesmo tenha tomado.

No intuito de ganhar tempo, logo após a demissão de Cristóvão, o presidente do Corinthians confirmou o auxiliar Fábio Carille no comando do time. No início, foi anunciado que ele ficaria até o final do ano, no entanto, Andrade voltou atrás na decisão e preferiu apostar em Oswaldo, que deixa o Sport com aproveitamento de apenas 35% dos pontos disputados.

Toda a polêmica envolvendo a segunda troca de treinador do Timão no ano, evidência o atual panorama político do clube. Mesmo fora da diretoria, Andrés continua muito presente nas decisões do dia a dia do Alvinegro e, até por falta de uma postura mais forte do presidente, tumultua os bastidores do clube.

Apesar de ter sido responsável pela gestão que mudou a maneira como o Corinthians é visto no cenário futebolístico nacional e internacional, fazendo com que o clube crescesse de maneira exponencial, Andrés não poderia, de fora, ter sido o responsável pela contratação de Cristóvão.

A passagem do ex-treinador pelo clube já começou de maneira equivocada. Sem a anuência de Andrade, Cristóvão seria demitido rapidamente, caso não conseguisse manter o nível da equipe sob o comando de Tite. O resultado foi a sua saída após apenas três meses de trabalho.

A contratação de Oswaldo aparece como uma tentativa de reparação do erro anterior. Contra a vontade, inclusive, do diretor-adjunto de futebol, Edu Ferreira, o presidente resolveu tomar uma decisão unilateral e contratar o seu favorito ao cargo.

Ao contrário de Eurico Miranda, que “fala grosso” e consegue mostrar todo o seu domínio nos bastidores do Vasco, Roberto de Andrade parece perdido na presidência do Corinthians, lidando com uma pressão política bem maior no Parque São Jorge.

Só resta saber se Oswaldo de Oliveira vai conseguir provar que a decisão do mandatário e o descontentamento que ela trouxe em vários membros da diretoria do Timão valeu o investimento.

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