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Erros do Inter em sua campanha pífia no Brasileirão 2016

por   em Editorial

A falta de planejamento, as lacunas no elenco e as incoerências nas trocas de comando colaboram para a série sem vitórias do Colorado

Destaque Erros do Inter em sua campanha pífia no Brasileirão 2016 Ricardo Duarte/Internacional
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A situação do Internacional no Campeonato Brasileiro está cada vez mais desesperadora para a torcida. Há treze jogos sem saber o que é uma vitória na competição nacional, o time já trocou de técnico duas vezes, contratou mais jogadores e reformulou todo o departamento de futebol, mas nada ainda se mostrou eficaz.

Atualmente na 15ª colocação do certame, o Inter tem os mesmos 23 pontos de Cruzeiro (16º) e do Vitória, primeira equipe na zona de rebaixamento. O aproveitamento dos três times é de apenas 36,5% dos pontos disputados no Brasileirão. Apenas em 1989 (31,5%) e 1990 (33,3%), o Colorado teve um aproveitamento pior.

De quebra, o time colorado ainda igualou a marca que, até esta edição do campeonato, tem sido determinante para o descenso das equipes. Nenhum clube que ficou treze rodadas sem vencer conseguiu se manter na Série A para o ano seguinte.

Esta já é a pior sequência sem vitórias do Inter desde 1990, quando o time ficou 11 jogos sem ganhar. Este ano, já são quatro empates e nove derrotas.

Mas o que aconteceu para que o Inter, líder do Brasileirão nas rodadas 5, 7 e 8, degringolasse?

Na realidade, tudo se resume a falta de planejamento e a má gestão. O terceiro maior programa de sócio-torcedor do país e um dos orçamentos mais gordos entre os 20 times da Série A não garantem uma boa montagem de elenco.

É inegável que há várias lacunas no plantel colorado. É fácil identificar o problema por conta das atitudes que estão sendo tomadas pelo novo vice-presidente de futebol do clube, Fernando Carvalho. O pedido de retorno do zagueiro Eduardo, que havia sido emprestado ao Náutico, pela falta de opções para Celso Roth no setor defensivo evidencia a situação.

Além dele, o uruguaio Rak, que fazia parte do time B, foi promovido ao time de cima ainda por Falcão, quando o técnico precisava de algum jogador para atuar na lateral da equipe, sendo que ele era zagueiro de origem.

Já na semana passada, o experiente Ceará foi confirmado para ser o substituto de William, enquanto o lateral-direito estava servindo a Seleção Brasileira. No entanto, o imbróglio entre o clube colorado e o Coritiba, além de uma lesão muscular, atrasou o cronograma e o campeão mundial de 2006 só foi estrear no mesmo dia em que o titular da posição retornou após a conquista do ouro na Rio-2016.

Na volância aconteceu a mesma situação. Rodrigo Dourado foi convocado por Rogério Micale e, durante a sua ausência, o time também teve muitos problemas no meio-campo, situação agravada pela necessidade de se improvisar o volante Fabinho na lateral direita. Quando Dourado retornou da Olimpíada, ele ficou no banco para observar a estreia de Eduardo Henrique, jogador ex-Atlético-MG contratado junto ao Coimbra (MG).

As trocas de técnico também não mostraram coerência. Argel Fucks iniciou o ano como o comandante da equipe. Depois de um bom começo de Campeonato Brasileiro, viu o rendimento de sua equipe, que na realidade nunca havia demonstrado um futebol com muito brilho, cair demais.

Depois de cinco derrotas seguidas, acabou sendo substituído pelo ídolo Paulo Roberto Falcão, treinador de filosofia de trabalho totalmente diferente, com proposta de jogo mais focada na posse de bola, verticalidade e agressividade ofensiva.

No entanto, com menos de um mês de trabalho e apenas cinco jogos disputados, o treinador acabou caindo junto com todo o resto do departamento de futebol do clube.

Aí entrou a equipe de Fernando Carvalho e, com ela, um velho conhecido: Celso Roth, treinador com propostas muito similares as de Argel.

A justificativa para a segunda mudança foi de que os dirigentes não estavam conseguindo ver evolução no trabalho de Falcão, fazendo-os duvidar de que a equipe conseguiria sair daquele mau momento com o ídolo no comando.

Por outro lado, o vice de futebol colorado aposta na fama que Roth tem de conseguir respostas rápidas das equipes em seus inicios de trabalho. O problema é que dois jogos já se passaram e ainda não há indícios de melhora. Com o gaúcho à frente do time, o Inter perdeu para a Chapecoense, em Santa Catarina, e empatou com o São Paulo no Beira-Rio.

Enquanto isso, mais da metade do Brasileirão já passou e a sequência sem vitórias só aumenta.

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