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"Era Tite" e o recomeço da Seleção

por   em Editorial

Treinador gaúcho, que já participou de movimento contra a atual direção da CBF, tem desafio de, pelo menos dentro de campo, dar uma nova cara à seleção brasileira 

Destaque Técnico acompanhou a partida entre Grêmio e Corinthians, no último domingo Divulgação / Grêmio Técnico acompanhou a partida entre Grêmio e Corinthians, no último domingo
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O técnico Tite inicia de fato sua trajetória na seleção brasileira a partir do próximo dia 22 de agosto. Na sede da CBF, no Rio de Janeiro, o treinador anunciará a lista dos 23 convocados para as partidas contra
Equador, no dia 1° de setembro, em Quito, e contra a Colômbia, no dia 6 do mesmo mês, em Manaus. O Brasil ocupa a modesta sexta colocação nas Eliminatórias Sul-Americanas, posição que, hoje, deixaria a equipe nacional fora da Copa do Mundo da Rússia, em 2018.

Marcada por seguidos vexames, desde o 7 a 1 para a Alemanha na semifinal da Copa do Mundo de 2014 até as duas eliminações seguidas nas edições de 2015 e 2016 da Copa América, a seleção brasileira enfrenta um dos piores momentos de sua história.

Além da crise técnica, a Confederação Brasileira de Futebol, entidade à qual a seleção está ligada, atravessa uma fase de desconfiança devido aos escândalos de corrupção em que seus principais dirigentes estiveram envolvidos nos últimos anos. O time canarinho tem atuado cada vez menos no Brasil, fazendo amistosos milionários contra países de pouca expressão futebolística. Jogadores parecem ser convocados mais por interesse em uma futura venda, por exemplo, do que por sua capacidade técnica.

O próprio Tite, aliás, assinou em dezembro de 2015 um manifesto que cobrava a renúncia de Marco Polo Del Nero, presidente da CBF, e eleições livres e democráticas na entidade, no movimento chamado #OcupaCBF.

Em sua apresentação na seleção, o técnico gaúcho tratou de manter separadas as esferas política e "futebolística" do cargo que estava prestes a assumir. "A minha atividade e convite feito foi para ser técnico da seleção brasileira de futebol. Entendo que essa atribuição é melhor maneira para contribuir com ideia da minha vida: transparência, democratização, excelência, modernidade, é a forma que penso e trago para o futebol. Meu legado pode falar sobre a forma com que conduzi", afirmou na ocasião.

"Respeito posições contrárias, já coloquei que me foi dada atribuição com a seleção e é a melhor maneira de contribuir. Um objetivo pessoal de construção de carreira, julguem como quiserem, mas minha contribuição para o futebol é aquilo que sei. Essas ideias de transparência e democratização continuam como princípios meus", concluiu o treinador.

Para realizar suas escolhas, o treinador tem acompanhado diversos jogos do Campeonato Brasileiro, viajou para a Europa e também enviou seu filho e auxiliar Matheus Bachi à China. Os nomes apresentados na convocação devem indicar o rumo que o selecionado brasileiro deve seguir nos próximos anos, ao menos dentro das quatro linhas.

Tite terá de lutar para mudar a atual imagem da equipe nacional, e tentar trazer, por meio dos resultados em campo, uma nova identidade.

Alterado: Segunda, 15 Agosto 2016 13:55

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