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As diferenças entre as milionárias contratações de Fla e Inter

por   em Editorial

Diego e Nico López chegam com grandes expectativas em seus clubes, mas o meia brasileiro foi um investimento menos perigoso

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Fechada a janela de transferências, Flamengo e Inter foram as equipes que promoveram as contratações mais expressivas de terça-feira (19). Enquanto o clube carioca repatriou o meia Diego Ribas e o Colorado finalmente conseguiu a contratação do atacante uruguaio Nico López.

Negócios com cifras altas contam com características bem distintas. O clube carioca contratou de maneira certeira, um jogador rodado, com 12 anos de Europa e que se mostra um reforço muito menos arriscado, com experiência suficiente para carregar a pressão da expectativa gerada pela maior torcida do Brasil.

O Colorado, por sua vez, investiu R$ 35 milhões na compra de um atacante ainda jovem, com apenas 22 anos de idade. Na Libertadores de 2016 viveu um grande momento, com gols decisivos contra Palmeiras e Corinthians, mostrando boa capacidade de finalização, noção de posicionamento, velocidade e oportunismo. Mas é pouco experimentado. Tem passagens por Roma e Udinese, na Itália, onde não conseguiu se firmar e, por isso, acabou voltando ao Nacional.

Diego, recebido com festa da torcida no saguão do aeroporto, tem características raras de se encontrar no futebol de hoje. Com visão de jogo, bom passe e cadência, ele deverá dar mais criatividade ao meio de campo do Flamengo de Zé Ricardo. Com ele, o treinador poderá até aproveitar melhor as qualidades de outros atletas do elenco.

Mancuello poderá ser um deles. Escalado diversas vezes como articulador da equipe, o argentino, tem mais características para atuar na posição de segundo volante ou terceiro homem de meio-campo. Em um 4-3-3, poderia assumir a proteção da zaga com Arão ou Márcio Araújo, dando mais qualidade para a saída de bola e auxiliando o trabalho de criação, que ficaria mais a cargo de Diego.

Alan Patrick, no entanto, deverá perder espaço por jogar justamente na mesma posição do novo reforço e ter problemas com oscilação muito grande de desempenho. Ederson disputaria uma vaga no ataque, como um dos dois pontas, junto com Éverton.

Ou seja, a chegada de Diego aumentou muito as possibilidades para que Zé Ricardo monte o setor ofensivo do Flamengo.

No Inter, Falcão também ganhou um bom valor. Nico, em tese, chega para ser titular da equipe, atuando como uma referência mais leve e com poder de finalização ou até como atacante mais recuado.

No entanto, ele acaba tornando a contratação de Ariel obsoleta, uma vez que deverá ser o titular ao lado de Eduardo Sasha e Vitinho. Assim, vai relegar o grandalhão argentino ao banco reservas, sendo que Brenner, Bruno Baio e, até mesmo, Aylon, são alternativas para referência na área que já estavam no clube.

Não é possível cravar quem será mais efetivo para o seu novo clube, mas o Flamengo tem uma margem de erro bem menor do que o Inter.

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