A justa final da Copa Libertadores da América }

A justa final da Copa Libertadores da América

por   em Editorial

Equipes do Equador e da Colômbia fazem decisão justa na Libertadores; Brasileiros e argentinos ficam de fora após 25 anos

Destaque A justa final da Copa Libertadores da América Reprodução/Twitter
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As eliminações de São Paulo e Boca Juniors nas semifinais farão com que a Libertadores volte a ter uma decisão sem equipes de Brasil ou Argentina pela primeira vez em 25 anos. Desde 1991, sempre houve, ao menos, um representante dos dois países disputando o título.

Em 1991, Colo Colo e Olimpia fizeram a decisão do torneio continental, com o time chileno levantando o título. Durante a história da Libertadores, iniciada em 1960, apenas sete vezes o mesmo aconteceu, contando com a atual edição.

Para quem não acompanhou as duas equipes finalistas ao longo do torneio pode ter ficado surpreso com a final inédita entre times da Colômbia e do Equador. Porém, basta dar uma rápida olhada na campanha dos dois times para se notar que ambos não chegaram à decisão por mera sorte.

Time de melhor campanha nesta edição da Libertadores, o Atlético Nacional fez 16 dos 18 pontos possíveis na fase de grupos. Na sequência, despachou Huracán nas oitavas de final e o Rosário Central - considerado um dos times mais fortes desta edição do torneio - nas quartas. E este duelo das quartas de final ficará marcado para a história. Após perder o primeiro jogo fora para o Rosário, a equipe colombiana saiu atrás no placar em casa e ainda assim conseguiu uma virada emocionante, decidindo a classificação com gol nos acréscimos. Já na semifinal passou pelo São Paulo, tricampeão da Libertadores, com duas vitórias, chegando à final com moral.

Já o Indepiendente Del Valle foi o segundo no seu grupo, ficando atrás do Atlético Mineiro. Nas oitavas de final bateu o tradicional River Plate em casa por 2 a 0 e fez uma partida memorável, apesar da derrota por 1 a 0, na partida de volta, com o goleiro Azcona fechando o gol em várias oportunidades, garantindo a classificação dentro do Monumental de Nuñes.

Nas quartas passou pelo o Pumas do México nas penalidades após um duelo muito equilibrado, que terminou empatado nos 180 minutos. Na semifinal, a equipe equatoriana mostrou sua força ante uma das equipes mais temidas do futebol sul americano. Venceu o Boca Juniors de Carlos Tévez nas duas partidas, de virada, e pela primeira vez fez o time argentino levar três gols em La Bombonera, chegando pela primeira vez em uma final de Libertadores, antes mesmo de conquistar um título nacional.

A equipe favorita ao título nesta decisão de 2016 é o Atlético Nacional. Não só pelo desempenho desde a fase de grupos como pelo futebol que vem mostrando nos últimos anos nas competições sul americanas. Mesmo após perder alguns atletas titulares na parada da Libertadores, a equipe colombiana mostrou que continua forte, principalmente ofensivamente onde conta com jogadores rápidos, habilidosos e com faro de gol.

Porém, após bater os dois principais times da Argentina com propriedade, o Indepiendente Del Valle está pronto para mostrar que favoritismo fica fora de campo. Com um ataque veloz, uma zaga forte e a vontade de fazer história, os equatoriano irão dar trabalho ao Atlético Nacional .

Enquanto a equipe o Del Valle disputa a sua primeira decisão do torneio, o time colombiano tenta o seu segundo título de Libertadores. Em 1989, levantou o caneco quando passou pelo paraguaio Olimpia, nos pênaltis, em Bogotá. Na ocasião, foi derrotado na partida de ida da final por 2 a 0, em Assunção, mas devolveu o placar em casa e forçou a disputa por penalidades.

Atlético Nacional e Indepiendente Del Valle irão se enfrentar no primeiro jogo da decisão já na próxima quarta-feira (20), no Equador. O jogo de volta será exatamente uma semana depois (26), em Medelín, na Colômbia.
Duas partidas imperdíveis e que devem tirar o folego dos torcedores.

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