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Portugal não deveria estar na final, mas a culpa é da UEFA

por   em Editorial

Seleção portuguesa venceu apenas uma partida nesta Euro e pode conquistar o título no domingo contra a França

Destaque Portugal não deveria estar na final, mas a culpa é da UEFA Reprodução/Twitter
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Depois de um mês de competição, a Eurocopa de 2016 está próxima do fim. No próximo domingo, na final, estará em campo a surpreendente seleção portuguesa contra a França, a equipe da casa e favorita ao título.

Pela primeira vez na história do torneio, a Uefa colocou 24 clubes na fase final da Euro. A decisão foi boa por um lado já que mais seleções puderam participar do torneio pela primeira vez, atraindo mais torcedores de todos os cantos da Europa. No entanto, a decisão de aumentar o número de participantes fez com que a qualidade da competição caísse, além de dar brecha para que seleções mais fracas chegassem em fases mais avançadas do que outras equipes consideradas mais fortes que tiveram um caminho mais complicado pela frente nos cruzamento eliminatórios.

A classificação na fase de grupos normalmente é decidida na base da competência das seleções. Com apenas três jogos a serem disputados, as equipes normalmente precisam mostrar serviço no início do torneio e ganhar ao menos uma partida para se classificar. Entretanto, o novo formato decidido pela a UEFA fez com que equipes sem nenhuma vitória avançassem de fase.

Na fase de grupos da atual edição da Euro avançaram os dois primeiros colocados, mais os quatro melhores terceiros. Desta maneira, apenas 8 equipes foram eliminadas na primeira fase, enquanto as outras 16 avançaram para as oitavas de final.

Com este nova sistema de classificação, a UEFA deixou uma brecha que acabou permitindo um desequilíbrio muito grande nas chaves eliminatórias.

Do lado mais fraco da chave, Polônia, Croácia, Portugal, Suíça, Bélgica, Hungria, Irlanda do Norte e País de Gales.

Já do lado mais forte ficaram algumas seleções campeãs do mundo como Alemanha, Itália, Espanha, França e Inglaterra junto com Irlanda, Islândia e Eslováquia.

A incompetência portuguesa na primeira fase foi grande e a equipe ficou na terceira posição em um grupo com Islândia, Áustria e Hungria, empatando os três jogos. No entanto, os portugueses tiveram sorte e caíram na chave mais fácil.

Portugal não convenceu nesta Eurocopa e pouco venceu. Em seis jogos disputados, conquistou apenas uma vitória no tempo regulamentar, contra cinco empates nos 90 minutos. É uma equipe dependente de Cristiano Ronaldo e sem variações de jogada, abusando das bolas alçadas na área.

Do outro a seleção anfitriã chega empolgada por jogar diante da sua torcida e conta com uma equipe forte ofensivamente, além vários jogadores com poder de decisão. Não fez partidas brilhantes na competição, mas mostra muita consistência e chega mais do que motivada para a decisão após bater os campões do mundo na semifinal com personalidade.

Os lusos não têm culpa de chegarem à final sem enfrentarem grandes adversários na competição. Não são favoritos ao título, mas merecem respeito dos franceses. No entanto, neste esporte nem sempre o melhor vence e como diria o comentarista Benjamim Wright “o futebol é uma caixinha de surpresas”.

Será que os portugueses irão aprontar a sua última peça uma nesta Euro?

Alterado: Sábado, 09 Julho 2016 11:10

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