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Tabela entre rivais

por   em Editorial
Destaque Tabela entre rivais Foto: Thiago Fatichi/ Allianz Parque
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Como se não bastasse toda a briga com as redes de televisão ao longo do ano de 2015, o Palmeiras tem nova batalha fora de campo. O “problema” é antigo, mas o adversário é novo.

Desta vez é a Conmebol que está implicando com o nome do estádio do Verdão.

A história já é conhecida. O velho Parque Antártica foi reformado por uma construtora, que aproveitou o embalo da modernização dos estádios para a Copa de 2014. Após isso, o Palmeiras percebeu, junto com a construtora, que tinham uma verdadeira arena multiuso, ou seja, a prioridade seria o futebol, mas poderiam acontecer outros eventos ali dentro. Correram atrás de parcerias e acabaram cedendo o nome do estádio para uma empresa. É o chamado “naming rights”, quando uma empresa batiza o estádio (uma prática muito comum em grandes centros europeus e nos EUA).

Conclusão: o antigo Parque Antártica virou a moderna Allianz Arena. (Veja abaixo: galeria do Estádio do Palmeiras - Allianz Parque)

Ver imagem grande 14610123237_489535907e_k-1024x768.jpg Foto: Thiago Fatichi/ Allianz Parque

Arena Allianz - Estádio do Palmeiras

Vale lembrar que essa iniciativa não é pioneira no país. O Atlético Paranaense já havia firmado um contrato nesse estilo no ano de 2005, com a empresa japonesa Kyocera. Entre 2005 e 2008 o estádio do clube paranaense foi chamado de Arena Kyocera.

Acontece que os dois clubes nunca tiveram a identidade de suas praças respeitadas. A Rede Globo e seus canais parceiros, nunca chamaram os estádios pelo nome que deveriam. Com o clube paulista a medida foi ainda mais austera. A Globo chegou a exigir que o Palmeiras cobrisse todas as placas alusivas ao nome do estádio, dessa forma, o patrocinador do estádio não apareceria nas transmissões.

Depois de muita discussão, a medida foi alterada e o Palmeiras não precisou mais cobrir as placas, mas a rede de TV nunca chamou o estádio pelo nome correto.

E agora, a Conmebol quer ir para o mesmo lado da Rede Globo. A entidade que rege o futebol na América do Sul chegou a cogitar a exclusão do estádio da Libertadores da América caso o Verdão insista em manter o nome do patrocinador. O Palmeiras ainda está tentando convencer a Conmebol a liberar o estádio, com as marcas dos patrocinadores, baseado em estudos de jogos passados em que publicidades foram liberadas, mesmo que não estivessem na lista dos patrocinadores da competição. O clube ameaça até abandonar a competição, caso não tenha seu pedido atendido.

Caso não consiga obter êxito e tenha que cumprir a ameaça, o clube ganhou um importante reforço. E de onde menos esperava. O Corinthians se mostrou solidário ao rival e afirmou que, caso o Verdão abandone a competição, eles também sairiam da Libertadores.

A exemplo do que já ocorre no Palmeiras, o Timão também busca um contrato de “naming rights” para o seu estádio. Além de buscar o mesmo estilo de patrocínio, o Corinthians vem sentindo outra forma de repressão atualmente. As autoridades policiais estão retirando faixas de protesto que a torcida corintiana tem levado aos jogos. Os protestos são contra a Federação Paulista de Futebol (FPF), contra a CBF e contra a rede Globo.

A decisão da Conmebol tem que ser tomada antes do dia 02 de março, quando o Palmeiras fará seu primeiro jogo em casa pela competição.

Tomara que a entidade veja que a medida é arbitrária e, pelo bem do futebol sulamericano, derrube todas essas restrições que só atrapalham e atrasam os clubes latinos.

Enquanto medidas como essa ainda precisarem ser discutidas por aqui, ficaremos cada vez mais distantes do patamar europeu!

 

Alterado: Terça, 16 Fevereiro 2016 03:12
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