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Paolo Guerrero e o "caô"

por   em Editorial

Contratação mais badalada do ano passado, peruano tem se mostrado péssimo negócio ao Fla

Destaque Atuações do atacante peruano tem estado abaixo das expectativas Divulgação / Flamengo Atuações do atacante peruano tem estado abaixo das expectativas
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No dia 29 de maio de 2015, o Flamengo anunciava uma contratação bombástica. Paolo Guerrero, atacante da seleção peruana, seria o mais novo astro do clube carioca.

Multi-campeão, com passagens por Bayern de Munique e Hamburgo, Guerrero chegava do Corinthians com o selo de melhor atacante do Campeonato Brasileiro de 2014.

"A chegada de Guerrero é uma grande conquista para o Flamengo. Por onde passou, ele mostrou que é um goleador nato e tenho certeza de que no Flamengo, vestindo o Manto Sagrado, e com o apoio da Nação Rubro-Negra, não vai ser diferente. Desejo muito sucesso ao nosso novo atacante", anunciava à época Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Fla.

O diretor-executivo do clube, Rodrigo Caetano, reforçou o peso da contratação do peruano. "A ideia do clube é que a chegada dele seja do tamanho do investimento e da expectativa em seu rendimento", afirmou.

Da mesma maneira, a torcida do Fla se empolgava com a chegada de um gabaritado e talentoso atacante. "Acabou o 'caô' / O Guerrero chegou" era o grito dos torcedores, adaptando a letra a um funk famoso no Rio.

O que se viu de lá para cá, no entanto, está longe do que se vislumbrou. Atuações apagadas, expectativas frustradas e muita contestação. Em um ano de Flamengo, Guerrero soma mais cartões do que gols. São 17 cartões (16 amarelos e um vermelho) e apenas 14 gols.

Ontem, na Arena Corinthians, Paolo Guerrero foi hostilizado mais uma vez pela torcida local, pouco fez na partida e ainda assistiu à brilhante atuação do limitado Romero.

O futebol moderno tem mostrado que apenas talento (que Guerrero comprovadamente possui) não basta para o sucesso de um atleta, de um clube ou até mesmo de uma seleção. Raça, dedicação tática e até sorte são fatores que mais frequentemente fazem a diferença, principalmente no futebol brasileiro.

Com vencimentos estimados em R$ 800 mil mensais, somando salário e luvas, o atacante tem se mostrado um péssimo investimento aos rubro-negros. O que será do futuro de Paolo Guerrero?

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