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O que esperar da Seleção Olímpica de Rogério Micale

por   em Editorial

Confirmado como técnico da seleção olímpica, Rogério Micale tem em mãos boas peças para montar uma equipe forte

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Nesta semana, Rogério Micale fez a convocação dos 18 jogadores que irão disputar os jogos olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto, pela seleção brasileira. Dentre os escolhidos, apenas três tem mais de 23 anos: Fernando Prass, Douglas Costa e Neymar.

A medalha de ouro olímpica é o único título que falta ao futebol brasileiro e nas últimas edições dos jogos tem virado objeto de cobiça da CBF. A equipe chegou à final em três ocasiões, em 1984, 1988 e 2012, mas ficou com a prata em todas elas. A Seleção também conquistou o bronze em duas oportunidades, em 1996 e 2008.

Para as Olimpiadas do Rio, Micale foi o responsável por desenvolver todo o trabalho de preparação da equipe olímpica nos anos que antecederam o torneio. No entanto, só foi confirmado como técnico do time depois a demissão de Dunga, que saiu após eliminação precoce na Copa América Centenário. Tite, que assumiu a Seleção principal a menos de um mês, acertadamente não aceitou o posto no Rio 2016.

Se antes Micale iria ficar com todo o trabalho sujo e dar o filé mignon para Dunga, agora o treinador poderá mostrar o seu trabalho com atletas de categorias de base que já é reconhecido por vários treinadores brasileiros.

E Micale já mostrou personalidade na convocação, planejando montar um time diferente do que Dunga e sua comissão técnica tinham em mente.

Assim como vários treinadores europeus têm escalado seus times, o treinador da seleção olímpica optou por um meio de campo leve. Escolheu volantes marcadores, mas com características mais modernas. Com um ataque de qualidade, escolheu jogadores que têm bom passe e que saibam sair jogando com qualidade. Volantes com características como a de Luiz Gustavo, da seleção principal, e até mesmo Wallace, meia do grêmio com idade olímpica, convocado de última hora por Dunga para a vaga de Rafinha, cortado por lesão não foram convocados pelo treinador.

Com um ataque poderoso, Micale terá opções de sobra para montar o time titular e também mudar a equipe ao longo do jogo quando necessário. Neymar, Douglas Costa, Gabriel Jesus, Gabriel e Luan vivem boa fase e a disputa pela última vaga no ataque junto com os jogadores do Barcelona e Bayern do Munique será acirrada.

A expectativa sobre esta seleção olímpica é grande já que Micale tem em mãos jogadores de qualidades individuais acima da média. No entanto, a dúvida é se o treinador conseguirá montar um time equilibrado, que consiga jogar coletivamente em alto nível, extraindo destes atletas todas as qualidades técnicas individuais para serem utilizadas no jogo em equipe.

O Brasil estreia no Rio 2016 em 4 de agosto, contra a África do Sul, no estádio Mané Garrincha. Três dias depois, a equipe enfrentará o Iraque, também em Brasília. O time canarinho encerra a participação na fase de grupos diante da Dinamarca, no dia 10, na Fonte Nova.

Alterado: Quarta, 06 Julho 2016 13:03

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