Lionel Messi: defendendo o país }

Lionel Messi: defendendo o país

por   em Editorial

Futebol de seleções tem sido cada vez mais desgastante para os craques

Destaque Toda a pressão de 23 anos sem títulos oficiais da Argentina nas costas de Messi Reprodução / AFA Toda a pressão de 23 anos sem títulos oficiais da Argentina nas costas de Messi
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O prazer de representar seu país, no campo futebolístico, sempre foi uma bandeira defendida por jogadores de futebol.

Ao longo da história do esporte, desde os grandes craques até os carregadores de piano ressaltaram esta ideia, afirmando inclusive que defender a nação em uma Copa do Mundo, por exemplo, não tem preço.

Nas últimas décadas, no entanto, uma questão importante tem ficado evidente. Defender as seleções nacionais parece não "compensar". Principalmente para os craques.

Lionel Messi se culpou pela derrota nos pênaltis diante do Chile, na final da Copa América Centenário. O jogador do Barcelona perdeu sua cobrança e, mesmo antes de a disputa se encerrar, mostrava-se desolado no meio de campo, distante dos seus companheiros de time.

Ele talvez já antecipasse o pior. E o pior, no caso de Messi, é a responsabilidade de representar e ser o grande líder de uma nação que não conquista títulos no futebol profissional há mais de duas décadas.

Messi sinalizou, ao final da partida, que deve deixar a seleção argentina, após quatro finais perdidas. Uma pena para o futebol, se realmente se concretizar.

Mas todo esse cenário nos faz ir além, e lembrar que os atletas em geral não têm ganho nenhum em defender as seleções. Por outro lado, os dirigentes das federações nacionais estão cada vez mais envolvidos em escândalos de corrupção.

Principalmente na América do Sul, os cartolas usam os grandes craques, estrelas de alcance mundial pelos feitos nos seus respectivos clubes, como atração para fazer rios de dinheiro.

Amistosos vendidos para jogar em países sem expressão no futebol, negócios obscuros e pouca transparência se tornaram regra.

E a culpa, como é natural do esporte, recai sobre o jogador. Mais ainda sobre o melhor jogador do mundo.

Será que isso tem sido um bom negócio? Compensa?

Alterado: Segunda, 27 Junho 2016 11:46

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