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Tite chega à Seleção Brasileira com dois anos de atraso

por   em Editorial

Caso tivesse sido escolhido em 2014, o treinador já teria conseguido implantar seu estilo de trabalho e, neste ponto do ciclo para a Copa de 2018, talvez tivesse alcançado o padrão de amadurecimento necessário para a conquista de títulos

Destaque Tite chega à Seleção Brasileira com dois anos de atraso Daniel Augusto Jr/Ag Corinthians
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Foram quase dois anos de atraso. Depois da humilhação imposta pela Alemanha no Mineirão, na semifinal da Copa do Mundo de 2014, e a evidente saída de Luiz Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira, o passo mais lógico para a CBF era claro: trazer o melhor treinador brasileiro da atualidade para promover uma mudança radical na maneira como a Seleção atua.

No entanto, a diretoria da entidade resolveu apostar no trabalho de Dunga, que já havia tido a sua chance no ciclo do Mundial de 2010. Apesar de ter conquistado uma Copa América e uma Copa das Confederações, o capitão do tetra mostrou uma fragilidade tática muito grande. O time canarinho sabia atuar em um esquema mais defensivo, construindo contra-ataques rápidos, mas quando precisava propor o jogo, tinha muita dificuldade.

Na época, Tite vinha de uma passagem muito boa pelo Corinthians. Além do título brasileiro de 2011, ele atingiu a glória máxima no Timão com as conquistas da sonhada Libertadores e do Mundial, em 2012, com direito a vitória sobre o Chelsea. Dunga, por sua vez, neste interim só teve uma rápida passagem pelo Internacional, onde foi uma vez campeão gaúcho, em 2013.

O grande problema de toda a situação é o tempo perdido pela CBF. Não há garantias de que Tite dará certo do time nacional, mas, caso tivesse sido escolhido lá em 2014, provavelmente já teria conseguido implantar seu estilo de trabalho e, neste ponto do ciclo para a Copa de 2018, talvez tivesse alcançado o padrão de amadurecimento necessário para que a Seleção estivesse disputando títulos como protagonista.

Se em 2014 tínhamos quatro anos para montarmos uma equipe para disputar de maneira honrosa o hexa, na Rússia. Agora o novo treinador terá apenas dois. São dois anos para tirar o selecionado brasileiro da sexta colocação das Eliminatórias, classificá-lo para o Mundial e moldá-lo da maneira que Tite quer.

Entretanto, o trabalho não fica restrito ao trabalho tático. É necessário recriar o respeito mais uma vez perdido e a autoestima dos atletas convocados para representar o país. A partir daí, Tite deve fundamentar toda a sua abordagem.

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