Dunga: a ponta do iceberg de um futebol rico e falido }

Dunga: a ponta do iceberg de um futebol rico e falido

por   em Editorial

A espiral de fracassos do selecionado brasileiro

Destaque Dunga, que dirigiu o Brasil na Copa de 2010 e retornou depois do 7 a 1 Reprodução / Globo Dunga, que dirigiu o Brasil na Copa de 2010 e retornou depois do 7 a 1
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A Seleção Brasileira escapou de uma derrota na estreia da Copa América do centenário por causa de um erro de arbitragem. Contra o Equador.

Na primeira etapa, com posse de bola, o time teve paciência, movimentação, leveza e uma grande chance com Phillippe Coutinho, em chute defendido pelo goleiro. O time se mostrou promissor.

O segundo tempo não continuou igual. Aos 20, o goleiro Alysson "comeu um frango desses de acabar com um goleiro de Seleção", como bem descreveu o blogueiro Juca Kfouri. "Mas o levantador de bandeirinha salvou a vida dele ao dar saída de bola pela linha de fundo, que não aconteceu", concluiu o jornalista.

O jogo acabou sem gols e sem emoção. Mas com justa reclamação por parte dos equatorianos.

O momento atual da seleção reflete, entretanto, algo muito mais profundo. Uma visão de mundo baseada no lucro, e não no futebol. Culpa da CBF. A equipe canarinho já não desperta tanto interesse no povo brasileiro, que costuma ver seus conterrâneos apenas pela televisão.

Jogadores são convocados e desconvocados por critérios que não parecem bem definidos. Eles são vendidos, posteriormente, a clubes estrangeiros, por valores astronômicos. O próprio Dunga não tem motivos suficientes para ocupar o cargo que tem, como bem se sabe.

A alta cúpula da CBF, a de agora e a de administrações passadas, está com lama até o pescoço. Eles foram e são os "donos" do futebol brasileiro nas últimas décadas. Eles levaram a nossa seleção para a Europa, Ásia, América, África; mas poucas vezes para o Brasil.

Eles venderam centenas de jogadores, milhares de camisas verde-e-amarelo. Fizeram milhões de dólares em produtos licenciados, amistosos sonolentos em países de pouca expressão futebolística. Alguns destes cartolas não podem deixar o país em que vivem sem ser presos.

Eles notadamente não se importam com o futebol da Seleção Brasileira, e muito menos com o futebol que se pratica por aqui. Se eles, que são os donos e ganham rios de dinheiro, não se importam, é justo querer que nós, a grande torcida do Brasil, nos importemos?

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