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Os brasileiros e os escândalos de corrupção no futebol

por   em Editorial

Enquanto o FBI vai investigando e prendendo diversos cartolas do futebol mundial, brasileiros vivem seguros dentro do seu próprio país

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Há um ano o FBI iniciava as primeiras prisões de cartolas do alto escalão do futebol mundial. Dirigentes foram detidos na Suíça, acusados de receber propina por direitos de imagem de campeonatos. Meses depois, outros nomes importantes do futebol também foram denunciados, presos ou suspensos de atividades ligadas ao esporte.

A medida tomada pelo FBI surpreendeu a todos. No entanto, não se pode dizer que as acusações de corrupção dos cartolas mais importantes da FIFA e de algumas confederações causaram espanto. Muito pelo contrário, os rumores referentes à corrupção no futebol sempre existiram, mas nunca conseguiram ser comprovados. O esquema era enorme, envolvia diversas pessoas de várias áreas e países. Porém, os dirigentes foram ingênuos, acharam que nunca poderiam ser pegos.

As primeiras histórias de desvio de corrupção no futebol vêm da época em que o brasileiro João Havelange foi presidente da FIFA, há mais de 20 anos atrás. Influente nos bastidores do esporte, o Brasil sempre participou das principais decisões da entidade máxima do futebol.

Ricardo Teixeira ficou no comando da CBF por mais de duas décadas e assim como o seu ex-sogro Havelange também se envolveu em várias polêmicas, como a CPI da Nike, recebimento de propinas por direito de imagem para campeonatos e favorecimento de contratação de empresas.

Havelange e Teixeira nunca foram pegos. Precisaram apenas renunciar seus cargos para continuar vivendo em paz, com toda a fortuna adquirida nestes anos de império frente a FIFA e a CBF.

Sucessores de cargo e de pilantragem, Marin e Marco Polo não deram tanta sorte e pouco tempo após assumirem o comando da CBF já tiveram o nome envolvido nos mesmos tipos de esquemas de corrupção. O primeiro está preso preventivamente em sua própria residência em Nova Iorque (e mesmo assim vive muito melhor que muitas pessoas). O segundo é o único dos acusados do FIFAGATE que mantém o cargo de presidente. No entanto, não pode sair do Brasil, pois seria preso assim como Marin.

Havelange, Teixeira e Marco Polo estão exilados dentro do seu próprio país. Devem ser condenados pela justiça americana por diversas atividades ilícitas, mas dentro do seu próprio país estão seguros e salvos de qualquer penalização.

Suas influências na política, justiça e demais áreas do poder são de deixar qualquer imperador com inveja.

Alterado: Sábado, 28 Maio 2016 11:05

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