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A reestruturação tricolor

por   em Editorial

Clube conseguiu voltar a ganhar confiança das empresas e resolveu apostar no futebol com a contratação de Rogério para treinador

Destaque A reestruturação tricolor Reprodução/Twitter
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Após duas temporadas de muita turbulência o São Paulo tenta se reestruturar para voltar a disputar títulos em 2017. Após a saída de Carlos Miguel Aidar da presidência do clube, em outubro de 2015, o tricolor do Morumbi passou por momentos de instabilidade. Além de perder Osório para o México e logo no meio de 2016 perder Bauza para a Seleção Argentina, o clube apostou na contratação de Ricardo Gomes e os resultados esperados não vieram.

O tricolor do Morumbi também passou por instabilidades financeiras, já que a confusão nos bastidores do clube durante todo o ano de 2015 acabaram afetando a imagem do clube no mercado em 2016. Sem patrocínio Master há quase dois anos, devido também à crise econômica brasileira, o tricolor paulista voltou a respirar em 2016. Se no começo do ano passado contava com apenas dois patrocinadores, em maio da última temporada assinou com a Prevent Senior para ser a patrocinadora máster e no final do ano quadruplicou o número de anunciantes em relação a janeiro.

Se fora de campo o clube já consegue respirar aliviado com o bom trabalho do departamento de marketing, a diretoria de futebol continua devendo para o seu torcedor. No entanto, para 2017 o São Paulo resolveu se arriscar e apostar em uma grande reformulação para tentar recolocar o time de volta às disputas por título.

O acerto com um dos maiores, se não o maior, ídolo do clube para treinador mesmo sem nenhuma experiência como técnico é o principal ponto de discussão neste começo de temporada. Rogério Ceni sempre teve grande visão de jogo e passou o ano de 2016 estudando para exercer sua nova profissão. No entanto, dificilmente um ex-jogador consegue realizar um grande trabalho quando assume uma grande equipe logo quando debuta na profissão - vide o ex-atacante Deivid que começou o ano como técnico do Cruzeiro, mas antes do final do Campeonato Mineiro acabou sendo demitido.

Rogério Ceni e a diretoria tricolor terão que se acostumar com a desconfiança e as críticas da imprensa e da torcida logo quando o time enfrentar a primeira turbulência. Se a aposta no ex-goleiro e ídolo do clube for “verdadeira”, Ceni precisará de tempo tanto para montar a equipe quanto para se adaptar à nova função. Ou seja, a diretoria precisará de uma paciência que não teve com Ricardo Gomes no último ano.

Até o momento, trabalhando nos bastidores e nas contratações, Ceni vem mostrando que tem força. Mesmo sem o clube participar da Libertadores e terminar 2016 em uma posição no Brasileirão muito abaixo do esperado, o São Paulo conseguiu realizar boas contratações, reforçando bem a equipe para 2017.

Até o momento, o tricolor paulista contratou Sidão, Cícero, Wellington Nem e Neílton. Além disso, Rogério promete dar uma maior atenção às categorias de base do clube que revelou bons jogadores nos últimos anos. Por isso, promoveu ao elenco principal os jovens Foguete, Júnior Tavares e Shaylon.

A diretoria tricolor ainda busca um nome para o ataque, o centro avante Colmán do Nacional do Uruguai é o mais cotado, e tenta a renovação de Rodrigo Caio e o jovem João Schmidt, fechando assim o elenco para o início do ano.

As expectativas para o ano de 2017 são grandes. Com muitas novidades, o ano do São Paulo começa muito bem fora das quatro linhas, mas com uma mistura de entusiasmo e desconfiança do torcedor que ainda não sabe o que esperar do seu time em campo.

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