Final da Champions: times iguais, mas contexto diferente }

Final da Champions: times iguais, mas contexto diferente

por   em Editorial

Os rivais de Madri voltam a se enfrentar na decisão. As armas das equipes são parecidas, mas a postura do Atlético é totalmente diferente

Destaque Final da Champions: times iguais, mas contexto diferente Divulgação
Gostou: avalie
(0 votos)
Publicidade

Dois anos depois, Real e Atlético de Madrid voltam a se enfrentar em uma final de Champions Legue. Decisão histórica, por sinal. É a primeira vez que duas equipes de um mesmo país repetem a disputa pela taça do torneio de clubes mais importante do mundo.

Em uma visão geral, o duelo entre os rivais da capital espanhola deverá ser muito similar à partida realizada em Lisboa que resultou na conquista de “La Décima” pelo time do Santiago Bernabeu.

Apesar de o Real ter trocado de comando, com Zidane no banco de reservas, a equipe se baseia em um jogo parecido com o que Carlo Anchelotti implantou em sua época: poucos toques na bola, jogo vertical, apostando na velocidade de Bale e Cristiano Ronaldo nas duas pontas do ataque.

O Atlético, por sua vez, aposta na manutenção de Diego Simeone para finalmente conseguir a sua primeira “orelhuda”. O treinador argentino é responsável por uma transformação não só relacionada ao jogo em si, mas também na postura com a qual o time e os torcedores se apresentam.

Em 2013/14, os colchoneros ainda tinham o estigma de equipe surpresa, que aproveitou o embalo para vencer o Campeonato Espanhol e chegar à final da Champions. Algo parecido com o que o Leicester experimentou na Premier League este ano, guardadas as proporções.

Porém, desde então, Simeone manteve sua equipe competitiva e apresentou uma consistência importante para colocar o Atlético como grande não só na Espanha, mas na Europa. O que ficou explícito no caminho percorrido pelo time no torneio, eliminando os badalados Barcelona e Bayern de Munique.

A cadência de Koke, no meio campo, a velocidade de Griezmann e o oportunismo de Fernando Torres podem fazer a diferença. No entanto, o grande segredo dos colchoneros está na compactação entre as linhas e a transição rápida desde a defesa até o ataque.

O Real é melhor nos números, mas quem teria a audácia de cravar qualquer resultado? Eu não.

Entre ou criar uma conta

fb iconAcesse com Facebook